Sexta-feira, 07 de fevereiro de 2020

Serviço Geológico do Brasil lança projeto de Educação Ambiental na Bacia Carbonífera

No total, 70 professores participaram da atualização em geociências promovida pela CPRM

Além de coordenar a Recuperação Ambiental da Bacia Carbonífera de Santa Catarina, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) deu início nos dias 04 e 05/02 a primeira fase do seu Projeto de Educação Ambiental. O objetivo é mostrar a importância da recuperação para a comunidade da região e esclarecer os possíveis usos das áreas durante o período de monitoramento nos próximos cinco anos. O Curso de Atualização em Geociências para professores destacou novas metodologias para o ensino das ciências, contextualizou os diversos usos dos minerais na sociedade e discutiu sustentabilidade e mineração.

No total, 70 professores participaram do curso e puderam rever conceitos sobre geologia da região, formação das rochas, especialmente do carvão, fósseis, tectônica de placas e aquecimento global. O grupo também aprendeu como é o processo de mineração do carvão, conheceu em detalhes o projeto de recuperação ambiental executado pela CPRM no município de Treviso. Outro momento importante foi uma oficina que oportunizou diversas práticas para tornar o conteúdo a ser estudado em sala de aula mais interessante, dinâmico e divertido. O curso foi finalizado com uma visita às áreas recuperadas e em monitoramento pela CPRM.

De acordo com a geóloga e coordenadora do projeto SGB nas Escolas, Andrea Sander, a ação da CPRM é exemplo de uma agenda positiva da mineração. “Não podemos viver sem bens minerais, eles estão em tudo. Hoje, possuímos legislação e fiscalização ambiental que minimizam o impacto da mineração. Esse debate precisa ocorrer em todo o Brasil e especialmente nesta região em que a União está fazendo grandes investimentos, somando esforços para garantir qualidade de vida para a população ao recuperar áreas degradadas. A mineração em si não é o vilão, a mineração é necessária, o que aconteceu no passado é que não pode mais se repetir”, ponderou.

Cada professor recebeu uma coleção didática de rochas e minerais para uso em sala de aula Para Jucimara de Medeiros, professora da Escola Maria Brogni, em Treviso, o curso foi muito proveitoso. “Foi uma grata surpresa receber esse conhecimento tão importante, pois vivemos em um território onde a extração mineral prepondera e nós não tínhamos nas nossas escolas o conhecimento adequado para trabalhar este tema com as nossas crianças. Agora, através de experiências, exercícios, utilizando a coleção didática de minerais e rochas que recebemos, vamos estar aproximando os alunos de uma consciência ecológica e educação ambiental no sentido de compreender como essa produção mineral intervêm nas nossas vidas”, avaliou.

O município de Treviso, escolhido como piloto do projeto, depende 70% da sua arrecadação da mineração do carvão. Foi nesta cidade também que o Serviço Geológico entregou no fim do ano passado, as obras finalizadas da recuperação da área Rio Pio, de 120 hectares que foram explorados na década de 80 por uma mineradora que, sem atenção ao meio ambiente, abandonou o local deixando pilhas de rejeitos a céu aberto com potencial de contaminar solo e águas.

Lançamento - O Projeto de Educação Ambiental da Recuperação da Bacia Carbonífera marcou o início do ano letivo da Rede Municipal de Ensino de Treviso. O ato de lançamento foi conduzido pela responsável do projeto, geóloga Angela Belettini. Para ela, o projeto de Educação Ambiental tem como objetivo principal, apresentar o Serviço Geológico do Brasil para a comunidade escolar e informar sobre os projetos de recuperação ambiental das áreas referente a Treviso S. A. e a CBCA. “Há uma área recuperada na entrada do município de Treviso, a própria população acompanhou a mudança da paisagem lunar para uma paisagem com vegetação, mas não sabe o que é essa obra, quem fez, o porque fez, e o quanto esse tipo de atividade é economicamente cara e importante. O projeto de Educação Ambiental vem para divulgar e disseminar essas informações, agregando conhecimento para os professores e crianças do município e região que convivem com essa temática no seu dia a dia”.

Visita à área Rio Pio, recuperada pela CPRM no município de Treviso A secretária municipal de Educação, Juliana Salvador deu boas-vindas aos professores, agradeceu a parceria com a CPRM e reforçou a importância de momentos de formação para troca de conhecimento e a força do trabalho em conjunto para o sucesso do ano letivo de 2020. “O objetivo é que as professoras tenham esse conhecimento para transmitir em sala de aula porque muitos pais de alunos trabalharam nessas áreas que hoje estão recuperadas e os alunos passam por ali e nem sabem o trabalho de mineração que foi feito. É muito enriquecedor as professoras dizerem que foi um excelente curso e elas já estão organizando as ações para trabalhar em sala de aula”, elogiou.

No ato, Vinícius Pasquali, da Fundação Municipal de Meio Ambiente também agradeceu a parceria com a Secretaria de Educação e o Serviço Geológico do Brasil para promover a educação ambiental. “Trazer para sociedade a importância da recuperação ambiental de áreas degradadas por meio da escola oferecendo aos professores conhecimento e vivências práticas que serão passadas aos alunos é fundamental”, destacou.


Histórico - Foi em Treviso que em novembro de 2019 o Serviço Geológico do Brasil fez a entrega de 118 hectares de áreas recuperadas para sociedade e proprietários. Investimento da União de R$ 53 milhões para execução da reconstituição da topografia, remoção total de rejeito em APP, implantação da cobertura seca das áreas, sistema de drenagem e implantação de solo com plantio de vegetação e mata ciliar nas margens dos rios Pio e Mãe Luzia. Foi a segunda área finalizada do projeto que vai reabilitar mais de 1.100 hectares de áreas degradadas pela mineração do carvão e mais de 1.000 km de recursos hídricos impactados pela drenagem ácida de mina.








Acesse a Galeria de Fotos:

Janis Morais
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
janis.morais@cprm.gov.br
(61) 2108-8400
(51) 3406-73611




  • Imprimir