Terça-feira, 11 de junho de 2019

Serviço Geológico do Brasil lança novos estudos geológicos do Estado de Rondônia

 Mais de cem pessoas acompanharam o lançamento dos estudos geológicos de Rondônia
O público formado por mais de cem pessoas, representado por gestores públicos, investidores do setor mineral e representantes de cooperativas de mineradores lotou nesta quinta-feira, dia 06/06, o auditório Ametista do Golden Plaza Hotel para acompanhar o lançamento de três novos estudos finalizados pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em Rondônia. O projeto, que reavaliou as principais reservas de estanho na Província Estanífera de Rondônia, também identificou novos indícios de mineralizações de estanho. O resultado pode potencializar a produção do minério em Rondônia, que responde hoje por quase 50% de toda a produção do país. A CPRM também divulgou mapeamento que descreve novas ocorrências de zinco, chumbo, cobre, manganês, entre os minérios investigados em uma área de 39 mil km2.

 Diretor de Geologia e Recursos Minerais, José Leonardo Andriotti
Na cerimônia de abertura, o diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM, José Leonardo Andriotti, destacou a importância do trabalho da empresa para impulsionar o setor mineral e o conhecimento da geologia do Estado de Rondônia. “Hoje estamos entregando aqui três conjuntos de produtos que geramos sobre a geologia e os recursos minerais do Estado de Rondônia. O Estado de Rondônia sempre esteve entre os dois primeiros produtores de cassiterita do Brasil. É um importante player de minério de estanho do Brasil e nossos estudos contribuem com essa produção”, afirmou. Andriotti ressaltou ainda a atuação da CPRM em relação ao setor mineral. Afirmou que é impensável viver o nosso dia-a-dia sem ter conhecimento da importância dos recursos minerais na nossa vida e a CPRM nesses 50 anos tem dado sua contribuição muito forte, não apenas para o conhecimento da geologia, como para o avanço da atividade de mineração no nosso país. “Eu quero destacar que a CPRM tem um papel muito importante e está desempenhando seu papel com sucesso, transformando áreas pouco estudadas em áreas atrativas para a exploração mineral por parte das empresas privadas. A CPRM é hoje uma empresa estatal muito robusta em termos técnicos”, destacou.

 Gerente de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil de Rondônia, Carlos Eduardo Santos de Oliveira
Também compuseram a mesa de abertura, o gerente de Pesquisa e Inovação do Estado de Rondônia, Thales Gomes; o representante do diretor-presidente da Companhia de Mineração do Estado de Rondônia (CMR), Marcos Aurélio Gonçalves; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, Benidetu Antônio Alves e o superintendente de Desenvolvimento e Infraestrutura do Governo do Estado de Rondônia, Sérgio Gonçalves.
O gerente de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil de Rondônia, Carlos Eduardo Santos de Oliveira, apresentou dados do projeto Província Estanífera de Rondônia. Apresenta a síntese sobre o estanho de Rondônia, reunindo dados que demonstram a importância da lavra e processamento da cassiterita para economia do Estado e do país. O estudo identifica mineralizações primárias, com uso da geofísica e mapas geológicos, apontando indícios de novas áreas possivelmente mineralizadas. O projeto mapeou parte dos municípios de Itapuã do Oeste, Alto Paraiso e Ariquemes, Monte Alegre, Cojubim, Porto Velho, Campo Novo de Rondônia, Ministro Andreazza e Espigão do Oeste.

 Na visita ao DER, o chefe da Residência de Porto Velho, Marcelo Macedo Guimarães; o geólogo do DER Vital Wanderley; o DGM, José Leonardo Andriotti; o diretor do DER, coronel Erasmo Meireles e Sá; o assistente de Geologia e Recursos Minerais, Carlos Eduardo Santos de Oliveira e o assistente de Administração e Finanças, Ardiles Gimax Henrique.

O pesquisador da CPRM Gustavo Negrello Bergami fez a exposição do mapeamento geológico em escala 1:100.000 e avaliação do potencial mineral da Faixa Nova Brasilândia desenvolvidos pela CPRM em uma área de 24.000 km2. O estudo abrange parte dos municípios de Nova Brasilândia D´Oeste, Rolim de Moura, Pimenta Bueno, Alta Floresta D´Oeste e São Miguel do Guaporé. Os dados adquiridos em conjunto com os dados já existentes permitiram a caracterização dos principais recursos minerais presentes na área do projeto. A integração desses dados sugere áreas com elevado potencial mineral para o Sistema Zinco, Chumbo Cobre e Ouro e catalogação de 8 novas ocorrências minerais: de zinco, chumbo e cobre, cobre, manganês, fósforo e calcário.

O projeto Sudeste de Rondônia foi apresentado pelo pesquisador Guilherme Ferreira da Silva, divulgando os resultados do mapeamento de 42 unidades geológicas em escala 1:100.000, em uma área de 15.000 km2, que abrange parte dos municípios rondonienses de Colorado do Oeste, Cabixi, Cerejeiras, Chupinguaia, Corumbiara, Parecis, Pimenteiras do Oeste, Vilhena e do município mato-grossense de Comodoro. A região é caracterizada pela diversidade no potencial mineral, englobando já conhecidas mineralizações primárias de ouro, ocorrências de níquel laterítico, matérias-primas para construção civil e novos indícios de rochas máfico-ultramáficas com teores relevantes de cromo, níquel, e cobalto, e indício de manganês de alto teor, associado com rocha vulcânica.

Os relatórios e mapas dos projetos Área de Relevante Interesse Mineral (ARIM) Nova Brasilândia, ARIM Província Estanífera de Rondônia e Novas Fronteiras Sudeste de Rondônia incluem informações geológicas, tectônicas, geoquímicas, geofísicas e de recursos minerais disponíveis, em cartas geológicas na escala 1:100.000, elaboradas com sistema de informações geográficas (SIG). Todos estes dados estão disponíveis com livre acesso no banco de dados (GEOSBG) da CPRM. Durante a permanência em Porto Velho, o diretor Andriotti realizou visita ao Departamento de Estradas de Rodagens, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER - RO) do governo de Estado de Rondônia para tratar de possíveis projetos a serem desenvolvidos em conjunto.

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Janis Morais
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