Sexta-feira, 06 de dezembro de 2019

CPRM e Serviço Geológico Colombiano firmam Memorando de Entendimento

Esteves Colnago, diretor-presidente da CPRM, durante assinatura do memorando.
Durante o lançamento da nova versão do Mapa Geológico da América do Sul, escala 1:5 milhões, em Bogotá, na Colômbia, houve a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e o Serviço Geológico Colombiano (SGC). Assinaram o documento: o diretor-presidente da (CPRM), Esteves Colnago; o diretor-geral do SGC, Oscar Paredes; o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Alexandre Vidigal; e o secretário executivo da Associação dos Serviços de Geologia e Mineração Ibero-americanos (ASGMI), Vicente Gabaldón.

Também estiveram presentes durante o evento, a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, Maria Glicia da Nóbrega Coutinho, o assessor da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais e autor do mapa, Carlos Schobbenhaus, e a pesquisadora em Geociências Lêda Fraga.

O memorando foi instituído para formalizar as ações que terão continuidade entre a CPRM e o SGC. “Ao longo dos próximos anos, a expectativa é que as duas instituições selecionem assuntos de interesse comum no âmbito das Geociências para o desenvolvimento de projetos em benefício dos povos”, destacou Maria Glicia. Entre as áreas de atuação, discute-se, no momento, a possibilidade de executar projetos de mapeamento geológico na área de fronteira entre o Brasil e a Colômbia, em escala de mais detalhe. Sendo assim, uma oportunidade para trocar experiências e testar a aplicação de tecnologias avançadas no contexto da região amazônica. Ou seja, em áreas de floresta de difícil acesso.

Haja vista a expertise do SGC e da Direção Geral Marítima (DIMAR) na plataforma continental colombiana, assim como o conhecimento técnico adquirido pela CPRM na área de Geologia Marinha, principalmente na Elevação do Rio Grande, espera-se que as organizações possam permutar informações no que se refere ao emprego de modernas tecnologias de pesquisa offshore. Além disso, como contribuição ao projeto Mapa do Patrimônio Geológico da América do Sul, em desenvolvimento pela CPRM, as duas instituições propõem-se a realizar estudos conjuntos sobre avaliações do patrimônio geológico, em áreas ainda a serem selecionadas.

O grande diferencial desta atualização do Mapa Geológico da América do Sul está no uso de tecnologias de informação que possibilitaram a disponibilização de uma base de dados via web, buscando transmitir conhecimento geológico atualizado e harmonizado. Desta forma, é possível permitir o acesso à informação geocientífica para a sociedade civil, empresas públicas e privadas, além da comunidade acadêmica. Tratam-se, portanto, de relevantes informações que ao orientar políticas públicas contribuem para o desenvolvimento socioeconômico dos países sul-americanos.


O presidente da Comissão da Carta Geológica do Mundo, em inglês Commission for the Geological Map of the World (CGMW), Manuel Pubellier, afirmou que “a nova edição do Mapa Geológico da América do Sul, 1:5 milhões, em modernas técnicas de representação cartográfica e conceitos geológicos atualizados, representa um modelo a ser seguido na integração e atualização da Geologia dos demais continentes, onde todos os serviços geológicos da região participam e demonstram assim uma contribuição efetiva de todos os países da América do Sul”.

Entre os dias 27 e 29/11, a delegação brasileira teve a oportunidade de visitar a Direção Geral Marítima (DIMAR), em Cartagena das Índias, cuja importância se deve pelas pesquisas realizadas na plataforma continental colombiana. Na ocasião, os participantes visitaram a sala de simulação flutuante de pesquisas offshore. O SGC possui 181 estações sismográficas offshore instaladas para monitorar em tempo real as intensas atividades tectônicas geradas pela movimentação das placas Sul-americana, Caribe, Cocos e Nazca. Vale ressaltar que a população local conta com um sistema de alerta 24h. Outro ponto relevante refere-se ao monitoramento dos deslizamentos causados por desastres naturais offshore. O SGC e DIMAR também atuam no reconhecimento do patrimônio histórico submerso, um valioso acervo na plataforma continental colombiana, que tem gerado disputas internacionais.

Visita à Direção Geral Marítima (DIMAR) Colombiana, em Cartagena das Índias. Em visita ao Serviço Geológico Colombiano, em Bogotá, os membros da delegação brasileira conheceram o Museu de Paleontologia e tiveram a oportunidade de assistir a uma apresentação sobre o Projeto de Construção do Centro de Excelência em Geociências do SGC.

Visita ao Museu de Paleontologia do Serviço Geológico Colombiano (SGC), em Bogotá. No momento, o diretor-presidente da CPRM discute com o secretário do MME, Alexandre Vidigal, a realização da apresentação do Mapa Geológico da América do Sul, para a sociedade e autoridades brasileiras, em Brasília, durante a Reunião da Assembleia Geral da ASGMI e realização do Seminário passivo ambiental mineiro, prevista para início de abril, 2020, em Belo Horizonte.

“Nós concluímos este trabalho de forma muito expressiva. Queremos fazer um evento aqui no Brasil, a fim de divulgar esse mapa, para a sociedade brasileira devido à relevância desse produto. Foi uma viagem muito importante. Nós tivemos a oportunidade de estreitar uma relação muito profícua com o Serviço Geológico Colombiano e daí vão gerar bons frutos com certeza”, destacou Colnago.

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Para saber mais ou baixar o mapa geológico da América do Sul, acesse aqui.




Pedro Henrique Santos
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
pedro.pereira@cprm.gov.br
(21) 2295-4641

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