Sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019

CPRM e ANA divulgam novos dados do rio Paraopeba em boletim de monitoramento

 Técnicos em Geociências durante monitoramento na Ponte Nova do Paraopeba As chuvas ocorridas em Brumadinho desde o dia 4 de fevereiro estão ocasionando elevação dos níveis, das vazões e dos valores de turbidez do rio Paraopeba. Estas alterações já eram esperadas por conta das precipitações. Entretanto, os técnicos identificaram que uma grande concentração de sedimentos está localizada entre Brumadinho e a Ponte BR-262. Neste trecho, de extensão aproximada de 52km a partir da barragem do Córrego do Feijão, estão sendo verificados altos valores de turbidez. Haja vista a complexidade deste desastre, todo cuidado no monitoramento está sendo tomado pela CPRM, ANA, IGAM e COPASA. As análises de turbidez são realizadas In loco e nos Laboratórios de Análises Minerais da CPRM.

Com as chuvas na região do córrego Ferro‐Carvão, mais conhecido como córrego do Feijão, ou até mesmo em afluentes do rio Paraopeba, é esperada a ocorrência de pulsos de elevação de turbidez, que podem inclusive se sobrepor, e vão se propagando e dissipando. Neste cenário de chuvas, torna‐se inviável a identificação de diferentes frentes de plumas de turbidez se deslocando ao longo do rio Paraopeba.

De acordo com o último boletim publicado nesta quinta-feira (7/2), foram registradas precipitações nas estações pluviométricas automáticas da Rede Hidrometeorológica Nacional operadas pela CPRM na região. Em Alberto Flores, município de Brumadinho, a precipitação total desde o dia 4/2 foi de 61,4mm. Já em Ponte Nova do Paraopeba, município de Juatuba, foi de 151,8mm.
 Em Ponte BR‐262 e Ponte Nova do Paraopeba ontem (7), foram observados valores de turbidez mais baixos que a média averiguada no dia anterior (6), o que pode indicar uma deposição dos sedimentos no trecho entre Ponte BR‐381 e Ponte Nova do Paraopeba.

Em Ponte da Taquara, município de Paraopeba, a 176 km da barragem, foi observado um aumento de turbidez, o que era esperado em decorrência das chuvas ocorridas a montante desta estação desde o dia 04/02.

Caso as chuvas continuem, é esperada elevação da turbidez no rio Paraopeba, em decorrência do transporte de sedimentos oriundos da barragem e já depositados no leito do rio, além da contribuição natural da bacia hidrográfica.

Este já é o 12º segundo boletim elaborado pelos técnicos, analistas e pesquisadores em Geociências do Serviço Geológico do Brasil, em parceria com a ANA, IGAM e COPASA. O trabalho de monitoramento in loco teve início no dia 26/01. Atualmente, equipes da CPRM atuam em três pontos fixos: Mário Campos, Ponte Nova do Paraopeba e Ponte da Taquara. Outros pontos de monitoramento são estabelecidos conforme as necessidades. A sala de situação para recebimento das informações coletadas nos pontos de interesse foi implementada no dia do rompimento da barragem (25/01), na Superintendência Regional de Belo Horizonte.

O trabalho In loco é composto por medições de vazão do rio com equipamentos acústicos e análises de parâmetros de qualidade da água, como a turbidez, temperatura, oxigênio dissolvido, pH e condutividade elétrica.

Clique aqui para ler na íntegra o boletim de quinta-feira (7).

Acesse aqui a página de monitoramento.


Pedro Henrique Santos
Colaboração: Artur Matos, Luana Kessia e Eduardo Cucolo
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil (CPRM)
pedro.pereira@cprm.gov.br
(21) 2295-4641
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