SACE - Sistema de Alerta de Eventos Críticos

O SACE (Sistema de Alerta de Eventos Críticos) é a plataforma desenvolvida pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) para disponibilizar em tempo real dados e previsões que ajudam a prevenir danos e preservar vidas em eventos de cheias e inundações. O desafio de prever com antecedência a cheia de um rio teve início em Manaus no ano de 1989. O monitoramento da bacia do rio Amazonas, dos níveis de água dos rios do sistema Solimões, Negro e Amazonas foi o primeiro a ser implantado pela CPRM. Atualmente, 14 bacias brasileiras são monitoradas pelos Sistemas de Alerta Hidrológicos (SAHs) operados pelo Serviço Geológico do Brasil, que beneficiam mais de 7 milhões de pessoas.

Os sistemas de alerta operam após a realização de estudos e definições de níveis de referência executados pelos engenheiros hidrólogos da CPRM. No dia a dia, os dados são recebidos, consistidos e processados por meio de modelos hidrológicos elaborados pela equipe técnica da CPRM e que possibilitam a previsão dos níveis para locais de risco para inundação. Essas previsões são enviadas por meio de boletins e informes para os representantes de Defesa Civil e demais órgãos com capacidade de atuação para realocação ou remoção das populações, que provavelmente serão atingidas pela inundação durante eventos hidrológicos extremos.

O monitoramento dos níveis e vazão dos rios é possível por meio da operação de Plataformas de Coletas de Dados Automáticos (PCDs) situadas às margens dos rios. As PCDs enviam em tempo real os dados dos níveis dos rios e os volumes de chuva que são registrados, que são disponibilizados no SACE. Estas estações telemétricas, que compõem os sistemas de alerta hidrológicos, integram a Rede Hidrometeorológica Nacional de Referência (RHNR). A operação e manutenção destas estações, bem como o uso dos equipamentos de medição tem apoio operacional e financeiro da Agência Nacional de Águas (ANA) através do Termo de Execução Descentralizada (TED) de operação da RHN.

Os SAHs utilizam três patamares como referência.
Na cota de atenção, simbolizada pela cor amarela, as equipes da CPRM redobram a atenção ao monitoramento e iniciam a preparação para execução dos modelos de previsão, bem como mobilizem equipes de manutenção e medição é simbolizada.
Quando o rio atinge a cota de alerta, representada pela cor laranja, os modelos de previsão entram em operação contínua, produzindo previsões hidrológicas com diferentes horizontes temporais, seus resultados são traduzidos em forma de boletins e enviados as defesas civis e demais órgãos competentes.
Sinal vermelho é quando o rio transbordou e foi alcançada a cota de inundação em algum ponto do município monitorado. A operação do SAH é essencial nesse momento, possibilitando a previsão do nível a ser atingindo durante a ocorrência do evento.

A capacidade de prever inundações com maior ou menor antecedência está relacionada ao tamanho da bacia. O tempo de maior previsão é em Manaus (SAH Amazonas) com 3 meses de antecedência. E a menor é em União dos Palmares (SAH Mundaú) com apenas 5 horas de antecedência.

O Sistema de Alerta Hidrológico funciona como uma importante ferramenta para a prevenção e planejamento das ações em eventos extremos.