ITAIMBEZINHO E FORTALEZA - Excursão virtual aos Aparados da Serra - RS
 
2.2. Formação Botucatu
 
O deserto Botucatu, presente na porção sul da Bacia do Paraná, está constituído por depósitos de areia eólicas formando sets e cosets de estratos cruzados. Localmente ocorrem depósitos de conglomerados e arenitos conglomeráticos relacionados a presença de correntes efêmeras de drenagem. Litologicamente, predominam dunas de areias ortoquartzíticas, contendo estratificações cruzadas de grande porte e zonas de deflação interdunas. A espessura nesta porção SE da bacia varia entre zonas de não deposição a horizontes com 100 metros de espessura. Após o início do vulcanismo, encontram-se finos (<15 m) e descontínuos (<1 km) depósitos intercalados com os fluxos de lavas do Serra Geral.

A ruptura e separação do Gondwana durante o Cretáceo Inferior foram acompanhadas por um expressivo evento vulcânico, o qual recobriu com lavas a porção centro-sul da América do Sul e o noroeste da Namíbia. Um extensivo magmatismo ao longo das margens recém criadas gerou, entre outras feições, o Platô de Abutment e as cadeias vulcânicas de Walvis Ridge e Rio Grande (Gladczenko et al., 1997), as quais constituem o traço fóssil da migração dos “fragmentos” do Continente Gondwanico. Este evento, responsável pela geração da Província Paraná - Etendeka, uma das maiores províncias vulcânicas de basaltos de platô (LIPs) do planeta, está relacionado no tempo e espaço com a fragmentação do oeste gondwanico e, mais especificamente, com a geração e extração de magmas relacionado a dinâmica mantélica da pluma de Tristão da Cunha (Hawkesworth et al., 1992; O’Connor e Duncan, 1990; Gallagher e Hawkesworth, 1994).

 Pedreira de arenito com explotação de lajes para pisos.
 
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