Serviço Geológico do Brasil e Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico se reúnem para o planejamento da Rede Hidrometeorológica Nacional de 2023

Quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Serviço Geológico do Brasil e Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico se reúnem para o planejamento da Rede Hidrometeorológica Nacional de 2023

O evento traz um balanço das ações realizadas entre as instituições ao longo de 2022, e apresenta projetos para o próximo ano

Equipe do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) se reúne para debater projetos para o próximo ano
O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) se reúnem, entre 7 e 10 de novembro, para fazer um balanço das ações realizadas pelas instituições em 2022, e planejar os próximos passos para o ano seguinte. As tratativas acontecem na sede da ANA, em Brasília - DF.

De acordo com a chefe da Divisão de Hidrologia Básica, Ana Carolina Costi, o acordo é um termo de execução descentralizada que se repete ano a ano. A cooperação envolve o levantamento de dados, de chuva, nível dos rios e, principalmente, de vazão dos rios nas bacias onde o SGB-CPRM atua. Essa operação envolve toda a rede em área nacional, sendo 3 mil e quinhentas estações espalhadas pelo Brasil, e todas as 11 regionais da empresa participam. No total, 300 pessoas estão envolvidas no processo, que, segundo a especialista, "é fundamental para segurança hídrica e prevenção de desastres”.

“Os dados são coletados, analisados e disponibilizados do SGB-CPRM para a ANA, que transmite as informações ao público por meio do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH). São dados públicos e qualquer usuário pode ter acesso”, explicou Ana Carolina.

Na ocasião, foi apresentado o ‘Hidro Observa’ - aplicativo para coleta de dados hidrológicos cujo objetivo é facilitar o processo. Atualmente, a coleta é feita por observadores voluntários que enviam para a equipe técnica as medições da chuva e nível dos rios. Esse registro é feito em papel e enviado ao SGB-CPRM.

Da esquerda para a direita: o coordenador de Operações da Rede Hidrometeorológica da ANA, Flávio d'Castro, a coordenadora do evento, Diana Engel, a chefe da Divisão de Hidrologia Básica, Ana Carolina Costi e o especialista em Recursos Hídricos e Saneamento Básico da ANA, Fabrício Vieira Alves
O especialista em Recursos Hídricos e Saneamento Básico da ANA, Fabrício Vieira Alves, revelou que a implementação do aplicativo será um divisor de águas para a celeridade do processo. “O trâmite para garantir que o dado de campo chegue ao escritório e vá a publicação, é muito longo e conta com muitas pessoas para a realização do trabalho. A ideia é modernizar a parte da coleta de dados para dar mais agilidade à transmissão das informações e facilitar o trabalho dos observadores”, complementou.

A ampliação de 100 estações hidrológicas de referência para o ano de 2023 e a criação de manuais técnicos para a medição dos dados hidrológicos, também, foram assuntos abordados durante o encontro.

“O nosso objetivo é que no futuro, todas as estações sejam estações de referência. Essas estações são tecnicamente e tecnologicamente mais capacitadas para as aferições e levantamento de dados. Cerca de 100 estações convencionais são transformadas em referência, anualmente”, esclareceu Costi.

Estiveram presentes na reunião desta terça-feira (08), o chefe do Departamento de Hidrologia do SGB-CPRM, Frederico Peixinho, o coordenador de Operações da Rede Hidrometeorológica da ANA, Flávio d’Castro, e a coordenadora do evento, Diana Engel.

Beatriz Carvalho
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Ministério de Minas e Energia
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