Sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Serviço Geológico do Brasil apresentará estudo geológico do Cinturão Gurupi

O cinturão Gurupi é conhecido pela extensa quantidade de depósitos de ouro, com recursos estimados em mais de 158 toneladas. Além disso, são conhecidas também ocorrências de fosfato, depósitos e ocorrências de minerais industriais e para uso na construção civil e indícios de diamante.

 A live será transmitida pelos canais no Youtube TVCPRM
Na próxima quinta-feira (24), às 15h, o pesquisador em geociências Evandro Klein vai apresentar a palestra sobre o Cinturão Gurupi: evolução crustal e metalogênese do ouro. A palestra, voltada para geocientistas, mineradores e estudantes, vai apresentar o resultado das pesquisas geológicas e metalogenéticas na região do Cinturão Gurupi, localizado na divisa entre estados do Pará e Maranhão. O diretor de Geologia e Recursos Minerais, Marcio José Remédio, fará a abertura do evento.

O estudo foi publicado parcialmente no Informe de Avaliação dos Recursos Minerais do Brasil - Áreas de relevante interesse mineral cinturão Gurupi, disponibilizado para a sociedade no ano de 2017 e em diversos periódicos científicos. A área de estudo engloba 12.000 km2 na divisa Pará-Maranhão, em região reconhecida por seu potencial aurífero desde o século 17, e que possui também ocorrências de fosfato e depósitos de rochas e minerais industriais e para uso na construção civil.

O projeto envolveu estudos temáticos de geologia básica e geologia econômica com uso de técnicas geofísicas e laboratoriais avançadas e sua execução e gerenciamento, na CPRM – Serviço Geológico do Brasil, foi de responsabilidade da Superintendência Regional de Belém, com participação das divisões de Geologia Econômica (DIGECO), Geoquímica (DIGEOQ) e Sensoriamento Remoto e Geofísica (DISEGE), com coordenação geral dos Departamentos de Recursos Minerais (DEREM) e de Geologia (DEGEO).

A área de Relevante Interesse Mineral (ARIM) Gurupi localiza-se na divisa dos estados do Pará e do Maranhão e ocupa a maior parte do Cinturão Gurupi e o limite sul do Fragmento Cratônico São Luís. Esse cinturão corresponde a um orógeno policíclico, desenvolvido no Riaciano (Paleoproterozoico) e no Neoproterozoico-Cambriano, cuja porção aflorante compreende predominantemente a borda retrabalhada do Fragmento Cratônico São Luís. Duas fases de deformação foram definidas para a evolução paleoproterozoica, dúcteis e relacionadas com o início e final do evento colisional, e uma para a evolução neoproterozoica-cambriana.

 Localização do Cinturão Gurupi

Segundo Evandro Klein, “o Cinturão Gurupi é uma área que ainda carece de exploração, tem chamado a atenção nos últimos anos com o desenvolvimento de depósitos auríferos importantes, e é peça chave no entendimento dessa parte da Plataforma Sul-Americana e na correlação com o continente africano em período anterior à abertura do Oceano Atlântico”.

A integração de dados geológicos, geoquímicos, geofísicos e metalogenéticos, usando o conceito de sistemas minerais, definiu alvos prospectivos para ouro além daqueles com mineralizações conhecidas. A região do Gurupi é uma das mais antigas províncias produtoras de ouro no Brasil, por meio de garimpagem, que remonta ao século XVII quando os jesuítas se estabeleceram na região.

Ao longo da palestra, Evandro Klein vai abordar os aspectos magmáticos, sedimentares, metamórficos e tectônicos que deram origem ao Cinturão Gurupi e sua correlação com ambientes tectônicos vizinhos. Também vai discutir aspectos genéticos do sistema aurífero orogênico e sua relação com a evolução geológica.

Evandro Klein é mestre em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Doutor em Geociências pela Universidade Federal do Pará e Université Jean Monnet (França). No Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), desde 1994, desenvolveu estudos de cartografia geológica, evolução crustal e metalogênese no Tapajós, RENCA, Cráton São Luís e Cinturão Gurupi. Mais recentemente, chefiou a Divisão de Geologia Econômica e o Departamento de Recursos Minerais. Atualmente é Editor-Chefe do Journal of the Geological Survey of Brazil.

A live será transmitida pelos canais no Youtube TVCPRM
http://bit.ly/YOUTUBECPRM  Aspectos de afloramento de rochas do Grupo Gurupi. (A) Filito da Formação Rio Piritoró com foliação de médio ângulo. (B) Filito crenulado da Formação Rio Piritoró. (C) Filito grafitoso dobrado da Formação Rio Piritoró.(D) Alternância de camadas argilosoas (rocas) e quartzosas (brancas) em filitos da Formação Vila Cristal. (E) Xisto da Formação Vila Cristal. (F) Quartzito da Formação Marajupema.


Serviço: Palestra Cinturão Gurupi: evolução crustal e metalogênese do ouro
Data: 24/09/2020, 15h
Local: Canal da TV CPRM no YouTube: www.youtube.com/tvcprm


Letícia Peixoto
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
asscomdf@cprm.gov.br
leticia.peixoto@cprm.gov.br
(61) 2108-8400
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