Sexta-feira, 30 de julho de 2021

Serviço Geológico do Brasil apresenta Programa Urânio no maior evento brasileiro do setor nuclear

Diretor de Geologia e Recursos Minerais, Marcio Remédio, representou o SGB/CPRM
A Nuclear Trade & Technology Exchange (NT2E), evento coordenado pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), teve seu último dia de seminários e apresentações nessa quinta-feira (29). O maior evento brasileiro do setor nuclear teve a participação de grandes multinacionais (Petrobras, Eletronuclear e Cameco) e órgãos do governo, como o Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

O SGB/CPRM foi representado pelo seu Diretor de Geologia e Recursos Minerais, Marcio Remédio, na manhã do último dia, durante o painel “Mineração e Combustível”, que tinha como assuntos o Mercado Mundial, perspectivas para a produção de concentrado e pesquisas geológicas relacionadas ao Urânio.

Também estiveram presentes no evento David Doerksen (Vice Presidente de Marketing da Cameco), Rogério Mendes Carvalho (Diretor de Recursos Minerais no INB) e Rodolfo Galvani Júnior (acionista na Galvani Indústria Química). O painel foi moderado por Lília Mascarenhas Sant'Agostinho, secretária adjunta de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia.

O mercado mundial de urânio vem crescendo cada vez mais ao passo que mais empresas e países buscam novas matrizes energéticas alternativas, o que coloca a temática como de suma importância para o Brasil. Segundo o diretor do SGB/CPRM, o Brasil dispõe de um grande potencial na área. Ele apresentou o programa brasileiro sobre o minério e disse que o país pode se tornar uma potência no setor, uma vez que pode vir a ter um dos maiores estoques de recursos de Urânio. “O fato de contar com poucas áreas mapeadas e um vazio de informações faz com que o país seja praticamente inexplorado para o setor de Urânio”, avaliou.

Fatores centrais do Programa Urânio da SGB/CPRM
Nos próximos 10 anos, o programa buscará novos investimentos e recursos para a exploração de regiões em busca de grandes depósitos. O geólogo acredita que os principais depósitos de baixo custo e tonelagem alta possam estar na América do Sul, especificamente no Brasil.

“O Programa Urânio do Serviço Geológico do Brasil tende a fazer uma avaliação do potencial de exploração do mineral, delimitar as principais áreas da exploração e estimular a mesma com dados assertivos e reduzindo riscos da exploração”, concluiu Remédio.

O programa foi desenvolvido pela Divisão de Geologia Econômica, liderada pelo pesquisador Felipe Mattos Tavares, por meio do uso de técnicas de modelamento de potencial mineral em escala continental e uso de machine learning, com a participação dos pesquisadores Hugo Polo e Raul Meloni, Eduardo Marques, Bruno Calado (Divisão de Geoquímica), Isabele serafim e Iago Costa (Divisão de Geofísica). O projeto atende a uma demanda do Ministério de Minas e Energia para ampliar o conhecimento sobre o potencial do urânio no Brasil.

Estimativa de áreas com maior potencial (Foto: Reprodução)
Posteriormente às apresentações gerais, foram feitas perguntas e houve tempo para debate entre os convidados. A Nuclear Trade & Technology Exchange é considerada o maior evento brasileiro do setor nuclear. A ABDAN tem como principal missão promover o desenvolvimento e aplicação da tecnologia nuclear no Brasil, defendendo os interesses comuns às empresas que integram as cadeias produtivas de base nuclear e promovendo ações para o fortalecimento do ambiente de negócios e das condições de competitividade sistêmicas, setoriais e regulatórias, no mercado interno e ao nível internacional.

Se interessou pelo evento? Quer ficar por dentro de tudo que rolou nele? Entre no Site oficial do NT2E

Yuri Murta
Assessoria de Comunicação (ASSCOM)

Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM)

yurimurta@cprm.gov.br

asscom@cprm.gov.br
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