Segunda-feira, 26 de abril de 2021

SGB-CPRM avalia impacto da pesquisa básica nos resultados alcançados pelo setor mineral

Em 2020, o SGB-CPRM publicou 63 mapas geológicos e geofísicos de províncias minerais consolidadas e em áreas emergentes
O faturamento do setor mineral no país cresceu cerca de 95% no primeiro trimestre de 2021, somando em torno de R$70 bilhões, contra R$36 bilhões no ano anterior. Em relação à produção, o aumento foi de 15%, passando de 198 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2020, para 227 milhões. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), nesta quinta-feira (22) e avaliados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). O relatório aponta crescimento da produção, exportações, arrecadação, novos investimentos e geração de emprego no setor.

A geração do conhecimento científico através dos levantamentos geológico, aerogeofísico e geoquímico contribuíram, sobremaneira, para o desenvolvimento das atividades do setor mineral e para a gestão pública, segundo Esteves Colnago, presidente do SGB/CPRM. “Ao lado dos mapeamentos geológicos sistemáticos, os aerolevantamentos contribuíram expressivamente para a triplicação dos investimentos privados em exploração mineral na década passada”, afirma.

O estado do Pará foi o que mais gerou faturamento para o setor no primeiro trimestre de 2021, com R$ 31,2 bilhões. Já Minas Gerais foi o estado que mais cresceu em relação ao primeiro trimestre do ano passado, apresentando uma variação de 118%. Goiás, estado que conta com pesquisas do SGB-CPRM e identificação de terras raras no município de Minaçu, gerou um faturamento de R$1,8 bilhões. O estado teve um aumento de quase 1000% em requerimentos de pesquisa na região do Arco Magmático de Goiás.

No Mato Grosso, onde as pesquisas em recursos minerais e o modelamento geológico–metalogenético do SGB-CPRM têm subsidiado ações da iniciativa privada na descoberta de novos depósitos minerais como o de Zn e Pb no município de Aripuanã e de cobre pórfiro em Peixoto de Azevedo, o estado gerou R$1,4 bilhões em faturamento no setor mineral, um crescimento de 90% em relação ao primeiro trimestre de 2020. O faturamento gerado pela Bahia, onde o SGB-CPRM realizou pesquisas que culminaram na descoberta de Vanádio no município de Maracás, cresceu 94%.

O SGB-CPRM tem projetos de mapeamento distribuídos em diversos contextos geológicos, que incluem províncias minerais consolidadas, a exemplo de Carajás (PA) e do Quadrilátero Ferrífero (MG), áreas com elevado potencial para novas descobertas minerais, a exemplo da região do Tapajós (PA), ou áreas com conhecimento geológico ainda bastante deficitário, como o extremo nordeste do Amazonas, onde foi realizado no ano passado mapeamento de uma área de 9.000 km2 na região da Cabeça do Cachorro.

Segundo o relatório do IBRAM, o minério de ferro foi a commodity que teve a maior variação em faturamento: 118%, totalizando R$ 49 bilhões. Em seguida vieram ouro, com variação de 85% e faturamento de R$ 7,5 bilhões; cobre, com 67% e R$ 3,8 bilhões; bauxita, com 27% e R$ 1,4 bilhão; granito, com 51% e R$ 1 bilhão; e calcário dolomítico, com 50% e R$ 900 milhões.

“A mineração que o IBRAM representa é aquela que atua com boas práticas voltadas a promover a sustentabilidade. Nosso setor mostra, inclusive em números, que é essencial e estratégico para o Brasil vislumbrar a superação dos imensos desafios impostos, em especial, pela pandemia, quando a economia mundial ainda apresenta sinais de fragilidade”, diz Flávio Ottoni Penido, diretor-presidente do IBRAM, em nota divulgada com os dados elaborados pelo IBRAM com informações da Agência Nacional de Mineração (ANM).

O conhecimento do meio físico contido nos produtos do SGB-CPRM não somente fornecem subsídios para a descoberta de novos recursos minerais, gerando emprego, renda e desenvolvimento econômico e atraindo capitais. Segundo Colnago, as pesquisas também disponibilizam informações capazes de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, contribuindo para o correto uso e ocupação do solo, para o abastecimento racional de água, para a previsão de desastres naturais e para a preservação ambiental.


Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM)
Assessoria de Comunicação
Janis Morais
Bettina Gehm
Renan Adnet
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