Quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Projeto do Serviço Geológico revela potencial da grafita no Brasil

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) disponibilizou os resultados da primeira fase do Projeto Grafita Brasil, que é um dos principais minerais industriais brasileiros. O estudo realizou um inventário mineral atualizado dos recursos minerais de grafita brasileiros, concentrando informações geocientíficas e levantamento de novos dados. Como resultado, o número de ocorrências minerais registradas de grafita saltou de cerca de 300 para aproximadamente 800.

Os resultados estão disponíveis para download no Repositório Institucional de Geociências (RIGeo) do SGB-CPRM e podem ser acessados por meio do link http://rigeo.cprm.gov.br/handle/doc/21910. O Projeto Grafita Brasil integra as ações da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM), sendo executado pelas divisões de Geologia Econômica (DIGECO) e de Projetos Especiais e Minerais Estratégicos (DIPEME), com apoio da Gerência de Geologia e Recursos Minerais de São Paulo e sob a coordenação do Departamento de Recursos Minerais (DEREM).

Afloramento de xisto com a grafita concentrada nas faixas máficas intercalado a paragnaisse à sul da Cidade de Canindé/CE. Foto: SGB-CPRM Foram avaliados os parâmetros econômicos da grafita, com um panorama nacional e internacional de exploração e consumo, seus recursos e produção, e apresentadas as principais ocorrências de grafita por província geológica, além de seu modo de ocorrência. Chefe do Departamento de Recursos Minerais, Marcelo Esteves Almeida explica que a primeira etapa do Projeto Grafita Brasil destaca também áreas potenciais que podem conter mineralizações grafíticas que ainda não foram exploradas ou foram subavaliadas.

“Embora ainda pouco conhecida pelo público em geral, e por alguns investidores, a grafita representa um dos principais minerais industriais brasileiros. O país detém imensas áreas inexploradas ou subavaliadas, algumas delas com ótima infraestrutura, com o Brasil tendo vantagens estratégicas e competitivas ímpares para a implantação das Green Industries voltadas ao desenvolvimento de novas tecnologias”, diz o chefe do DEREM.




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