Quarta-feira, 09 de setembro de 2020

Parceria entre SGB e RNP é imprescindível para bom funcionamento de teletrabalho e trabalho a distância da empresa

Trabalho em conjunto entre as duas instituições existe há mais de 10 anos. Desde 2019, porém, todas as unidades do SGB são usuárias primárias e com acesso à Internet


O Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), na esteira das adaptações necessárias frente à pandemia do novo coronavírus, entrou em regime de trabalho a distância em toda a empresa ainda em março deste ano. A iniciativa acabou catalisando um anseio antigo dos diretores e colaboradores do SGB: a implantação da opção de teletrabalho aos empregados. Até o início de agosto, mais de 82% dos colaboradores da empresa haviam optado pela modalidade, de acordo com o Departamento de Recursos Humanos (DERHU).

Nem o trabalho a distância, como primeira resposta às medidas de distanciamento social, nem a opção de teletrabalho seriam possíveis sem a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O SGB é parceiro de longa data da RNP há pelo menos 10 anos, com as Superintendências Regionais (SUREG) de Manaus, Belém e Goiânia. “Não fazíamos parte da Rede Ipê, a atual rede RNP. Éramos usuários secundários e sem direito à Internet”, relembra Shalom Fernandes, coordenador executivo do Departamento de Informações Institucionais (DEINF), do SGB.

Foi em 2018, porém, que as negociações para todas as unidades regionais do SGB começaram, à luz do Projeto da Transformação Digital da empresa. Apoiado por outros parceiros da RNP, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o SGB obteve sucesso em realizar um contrato único para implantação da Rede Ipê em todas as unidades regionais. “Esse processo depende das redes metropolitanas que executam a implantação para a RNP. Não é um processo muito fácil, pois há trabalhos de ‘escavação’ de dutos para lançamento das fibras até as nossas unidades regionais. Só terminamos as 13 unidades em setembro de 2019”, explica Fernandes.

No novo formato, o SGB passou para usuário primário e com direito à Internet, com variação de 100Mb a 1 Gb/s, a depender do local. A parceria também gerou convite para que o SGB assumisse, em 2019, uma cadeira no conselho gestor da RNP.

Ainda naquele ano, o SGB celebrou contrato de gestão com a RNP por meio de uma ação orçamentária (212H), a fim de custear atividades, infraestruturas e avanços da Rede. O dinheiro é investido e, após um ano, pode ser utilizado pela instituição provedora no exercício seguinte. “Todos os projetos com a RNP tem que ser planejados com um ano de antecedência. Essa foi uma grande vitória, pois essa ação é do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), inédita para o Ministério de Minas e Energia (MME). Com ela, investimos em projetos futuros importantes para o SGB e a sociedade”, complementou Shinzato.

Ele continua a análise sobre a importância de investir em organizações de fomento à pesquisa e à ciência relembrando a troca de local de armazenamentos de dados do SGB. “A maior parte do nosso armazenamento de dados estava até maio deste ano no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.” Em janeiro deste ano, o governo incluiu o Serpro no Programa Nacional de Desestatização, com previsão para junho de 2021. Com a pandemia do novo coronavírus, no entanto, a expectativa é que a privatização ocorra no fim do ano que vem ou em 2022. “Com a possível privatização do Serpro, fomos convidados a paralisar o contrato. Então, com o investimento feito em 2019, migramos os dados do Serpro para o data center da RNP em Brasília, sem que tivéssemos que parar os serviços do SGB. Imagina se não tivéssemos feito esse investimento?”, reflete Shinzato.

Aliás, o estreitamento da parceria entre SGB e RNP foi tão frutífero que algumas das possibilidades geradas foram consequência de investimentos e planejamentos. A saída emergencial do Serpro baixou os custos operacionais, o que gerou uma economia de mais de R$ 400.000,00, de acordo com o chefe. “Além da gigante diferença de performance que era de em média de 8 a 32 Mb/s para cada unidade regional, hoje de 1 a 100 Gb/s”, completou.

Segundo Ricardo Barcelos, chefe da Divisão de Informática (Diinfo), o investimento feito pelo SGB na RNP em 2019 diz respeito à compra de uma infraestrutura de hiperconvergência (estrutura de TI que combina armazenamento, computação e rede em um único sistema), um data center robusto e alta performance com inteligência artificial e com as outras ferramentas atualizadas pela Transformação Digital como o VMWare (sistema operacional moderno). “Essa hiperconvergência tem um papel fundamental hoje. Com a pandemia e o processo de transformação digital, migramos praticamente toda a empresa para trabalho a distância. Como é de alta performance, os usuários do SGB podem continuar efetuando seus processos à distância”, explica.

O chefe esclarece que, de todas a instituições da RNP, o SGB é a primeira a implantar uma infraestrutura hiperconvergente no data center da RNP, vantagem tecnológica que vem trazendo parcerias importantes. “A Embrapa e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vão colocar dados nessa infraestrutura, como o projeto Pronasolos, do qual sou um dos autores”, apontou Shinzato.

O chefe resume as vantagens dos serviços prestados pela RNP tanto para o SGB quanto para a sociedade: rede estável (continuidade dos processos com poucas quedas), uso de vários aplicativos (Internet, videoconferência em qualquer plataforma e processamento pesado). “Para a sociedade, acesso e download mais rápidos aos nossos dados. Além disso, estamos plugados diretamente a todas instituições da RNP. Isso dá mais permeabilidade aos nossos dados”, ressaltou.

Ainda sobre o papel essencial da parceria com a RNP, Shinzato descreve-o como incalculável. “Essa estrutura robusta faz parte do Projeto da Transformação Digital, que envolve desde a saída do link de alta performance da RNP, passa para nossos pontos no SGB — com equipamentos de proteção e segurança digital, como switches gerenciáveis, Wi-Fi gerenciável e escalável para 5G, backups modernos, como o Commvault, Firewall Fortinet para todas as unidades e monitoramento homologado”, elenca o chefe.

“No Projeto da Transformação Digital adquirimos, em 2019, cerca de 540 notebooks que, ligados a todo esse conjunto robusto de sistemas de TI, tornou possível o desempenho dos trabalhos, com os colaboradores em segurança junto de suas famílias. O SGB cuidou e está cuidando muito bem dos seus funcionários”, finalizou.



Ana Isabel Mansur
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil — SGB/CPRM
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asscom@cprm.gov.br
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