INTRODUÇÃO

O Serviço Geológico do Brasil - CPRM tem procurado ampliar a interação com vários segmentos da sociedade, diversificando o universo de usuários dos seus produtos geológicos.

Exatamente por abrigar uma das mais diversificadas paisagens, com monumentos e riquezas naturais que se destacam pela imponência e beleza cênica, o território brasileiro oferece uma gama de atrativos ecoturísticos adequado a prática de várias atividades.

Nesse quadro, têm sido elaboradas "excursões virtuais" visando mostrar, ao longo de um determinado roteiro, as peculiaridades geológicas que o tornam especialmente interessante, quer do ponto de vista técnico-científico, como também sob o aspecto turístico quando este se torna relevante diante da importância dos parâmetros geológicos envolvidos.

Nesse sentido, a excursão virtual tem como intuito principal a disseminação do conhecimento básico de geologia, informações geoambientais e geo-históricas para profissionais e cidadãos em geral.

Como as rochas graníticas, gnáissicas e migmatíticas do Rio de Janeiro se alteram de forma diferenciada devido às suas estruturas, ao intenso tectonismo a que foram submetidas e às condições climáticas, as paisagens são variadas e de grande beleza cênica.

Nesse cenário, localizada entre as praias da Barra da Tijuca e São Conrado, se destaca a Pedra da Gávea, com seus 844 metros de altitude. Esse monumento geológico é parte integrante de um conjunto de montanhas – O Maciço da Tijuca – situado nos limites do Parque Nacional da Tijuca e sob proteção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis – IBAMA.

Trata-se de um dos cartões postais mais bonitos da cidade e a paisagem que se descortina do topo mostra a imensidão do mar e a beleza da topografia do Rio de Janeiro. O que se vê é a cidade quase toda aos nossos pés - desde a Baía da Guanabara, toda a zona sul, Centro, Região Serrana, Niterói, Barra, Baixada de Jacarepaguá, e em dias mais claros até a Baía de Sepetiba.

Disponível no site Baixaki e postado no blog Salageo.tk

O rochedo tem esse nome porque visto de longe lembra a gávea das caravelas ou galeões antigos. A gávea é uma plataforma no alto de um grande mastro que permitia a um marinheiro observar à distância. Ao contrário do que acontece em quase todas as elevações do Rio de Janeiro, a Pedra da Gávea apresenta um topo plano em lugar das formas de pirâmides, morros arredondados e picos roliços e aguçados do tipo pão-de-açúcar comuns na paisagem do Rio.

Esse monumento é formado por tipos de rocha de resistências diferentes ao intemperismo: um mais sensível, o gnaisse e o outro mais resistente, o granito que na forma de uma soleira cobre o topo da montanha

Tais rochas foram formadas no mínimo há 500 milhões de anos e, posteriormente deformadas por falhas e dobras no interior da crosta terrestre. Depois de um constante e incansável trabalho de erosão na crosta é que esse maciço aflorou na superfície.

Créditos: Geólogo Antonio Ivo de Menezes Medina - Elaboração de Texto e Roteiro
Engenheiro Agrônomo Edgar Shinzato - Geoprocessamento