Segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Serviço Geológico do Brasil vive momento histórico com a parceria firmada com ANP e Petrobras, afirma diretor-presidente Esteves Colnago

Diretor-presidente Esteves Colnago destacou a importância da parceria firmada entre o Serviço Geológico do Brasil, ANP e Petrobras Brasília - O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) Esteves Colnago destacou durante a solenidade de comemoração aos 50 anos da instituição, realizada na última sexta-feira (4/10), no escritório do Rio de Janeiro, que a criação da CPRM atendeu a uma necessidade do Estado Brasileiro, em conhecer e contribuir para o aproveitamento dos nossos recursos minerais.

“Ao longo desse meio século, a empresa passou por profundas transformações, todas elas visando a sua identidade como um verdadeiro serviço geológico nacional, até que, em 1994, configurou-se legalmente como Serviço Geológico do Brasil”, disse Colnago.

O diretor-presidente da CPRM agradeceu a presença na solenidade do diretor-geral da ANP, Décio Oddone, que durante o evento, anunciou aprovação pela Agência, dos Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) que estão sendo formalizados entre CPRM, ANP e Petrobras.

A parceria contemplará a revitalização do Museu de Ciência da Terra (MCTer), a criação do Centro de Referências em Geociências, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com laboratórios de alto desempenho, além da ampliação da rede de litotecas que vai receber, armazenar e gerir a utilização do acervo de testemunhos de sondagem e amostras de rochas, que estão sob a guarda da Petrobras.

“A compreensão deste momento histórico do Serviço Geológico do Brasil pela ANP e Petrobrás e a confiança em nossa gestão constituem a alavancagem de nossa instituição rumo a um futuro mais exitoso ainda”, disse Colnago.

De acordo com o diretor-presidente, a parceria firmada com a ANP e Petrobras vai possibilitar que a CPRM alcance excelência como Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) na área de pesquisa básica em apoio às atividades de exploração de óleo e gás onshore.

“Quero agora, no ápice desse evento comemorativo, lançar meu olhar para o futuro. Esse nos parece reservado aos que se dedicarem à geração do conhecimento através da ciência e tecnologia”, afirmou.

Esteves Colnago explicou que, nos últimos dois anos, a CPRM adotou uma série de medidas internas visando preparar a instituição para enfrentar os desafios do nosso país, no que se refere ao aproveitamento dos recursos minerais, do potencial energético e na mitigação dos desastres naturais.

“Nada é mais estratégico para um país do que a geração e domínio de conhecimento. Hoje somos hoje uma ICT – Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação, temos o nosso NIT – Núcleo de Inovação Tecnológica e reorganizamos o nosso órgão de capacitação”, disse.

O diretor-presidente também lembrou que a CPRM é instituição de pesquisa credenciada pelo CNPq, que esta agora institucionalmente preparada para levar a frente um vigoroso programa de P,D&I em parceria com a Petrobras e ANP nas áreas de óleo e gás.

Segundo Colnago, estima-se para os próximos 10 anos, cerca de R$ 20 bilhões para o financiamento de projetos de P.D&I, parte para áreas de modelagem de bacias sedimentares, estratigrafia, sedimentologia e paleontologia.

“Estamos a caminho de usufruir dessa modalidade de financiamento para estruturar nossa base laboratorial. Isso constitui o mais importante empreendimento das Geociências do país e seu efetivo funcionamento dependerá da nossa capacidade em redistribuir a equipe técnica, que hoje possui mais de 400 geólogos, engenheiros, geofísicos, hidrólogos, hidrogeólogos e outras profissões, incluindo 130 doutores”.

O diretor-presidente destacou ainda que através da ANP, a CPRM esta participando da formulação do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Óleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), que visa estimular a entrada de pequenos e médios produtores de petróleo e gás não convencionais com potencial para desencadear uma verdadeira revolução na nossa matriz energética, diminuindo o custo de produção da indústria e do agronegócio e estimulando a interiorização do desenvolvimento econômico e social.

“O sucesso do setor de óleo e gás não convencionais dependerá em grande parte de dados geológicos básicos e aerolevantamentos nas bacias sedimentares (onshore) que em outros países constituem o principal objetivo de qualquer serviço geológico nacional.”

Colnago encerrou seu discurso salientando que a CPRM esta participando do esforço do governo federal na reconfiguração do Estado Brasileiro. “Precisamos aumentar nossa produtividade, melhorar a qualidade dos produtos e diminuir a dependência dos recursos do Tesouro. Feito isso, construiremos um Serviço Geológico mais robusto e preparado para enfrentar os enormes desafios tendo como ferramenta os novos conhecimentos de inteligência artificial, do Big Data, internet das coisas, nanotecnologia e outros ramos da ciência”.

Saiba mais sobre o projeto de revitalização do Museu de Ciências da Terra - A cláusula de PD&I consta dos contratos para exploração e produção de petróleo e gás e determina que os campos com grande produção devam ter um percentual de sua receita bruta investido em pesquisa, desenvolvimento e inovação (1% para contratos de concessão e partilha e 0,5% para cessão onerosa). A ANP é responsável pela análise, aprovação, acompanhamento e fiscalização da aplicação dos recursos.

A Petrobras realizará, por meio da cláusula de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), um projeto de R$ 123 milhões para a revitalização do Museu de Ciências da Terra, no Rio de Janeiro. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou a realização do projeto executivo da estatal, em parceria com o Serviço Geológico do Brasil, para implantação de um conjunto de modernos laboratórios que compõe o projeto de revitalização do Museu de Ciências da Terra.

Também foram aprovados pela ANP outros quatro projetos executivos para a construção de uma Rede de PD&I em Rochas e Fluidos, com recursos da Cláusula de PD&I da Petrobras. A previsão é de que essa rede seja composta por um Centro de Referências em Geociências, no Parque Tecnológico da UFRJ, e por três litotecas localizadas no Rio de Janeiro, em Feira de Santana e em Manaus, que juntas concentrarão um dos maiores acervos do mundo de amostras minerais. O Centro de Referências em Geociências reunirá diversos laboratórios destinados a acelerar o conhecimento geológico do Brasil, em especial das bacias sedimentares, de forma a desenvolver os setores de óleo, gás e mineração.

Warley Pereira
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
asscomdf@cprm.gov.br
(61) 2108-8400

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