Segunda-feira, 09 de março de 2020

Serviço Geológico do Brasil e Defesa Civil do Amazonas apresentam estudo de cotas de referência para monitoramento das cheias na Amazônia Ocidental

 Seminário será realizado na CPRM em Manaus
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Defesa Civil do Amazonas promovem neste dia 10/03 o 1º Seminário de Definição de Cotas de Referência para Alerta Hidrológico da Amazônia Ocidental, que vai reunir representantes das Defesas Civis dos municípios de Anamã, Itacoatiara, Beruri, Manaus, Codajás, Coari, Careiro e Iranduba no Auditório do Serviço Geológico do Brasil, Superintendência Regional de Manaus.

O objetivo é validar os resultados do “Relatório para Estabelecimento de Cotas de Referência para Alerta Hidrológico em Municípios da Amazônia Ocidental”, desenvolvido através de uma parceria com participação também do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amazonas (SEMA).
A indicação de pontos críticos em cada município ao processo de inundação pelas Defesas Civis locais foi ponto de partida do estudo iniciado em 2018 com levantamentos de campo. Nestes pontos foram instalados aparelhos de GPS. Em 2019, foi feito o processamento e validação dos dados com base no histórico e na grande cheia que ocorreu no mesmo ano, o que permitiu conferir a precisão das cotas obtidas com os equipamentos.

A engenheira da CPRM, Luna Gripp, explica que essa metodologia de definição de cota de referência em campo com a utilização de GPS não é muito frequentemente utilizada, o que em si já representa um avanço para o aprimoramento do Sistema de Monitoramento Hidrológico. “Agora estamos na etapa final de validação do estudo ouvindo a opinião dos órgãos de Defesa Civil dos municípios e demais atores locais em relação às cotas que foram estabelecidas através da metodologia que estamos propondo”.
A pesquisadora ressaltou, ainda, o levantamento do modelo digital dos terrenos desses municípios em alta resolução que também está sendo executado por meio desta parceria, a partir da utilização de VANT (Veículos Aéreos Não Tripulados). “Os mapas trazem uma vantagem importante, pois permitem identificar as áreas afetadas para cada uma das cotas de referência. Quando a cota de emergência, por exemplo, for atingida naquele ponto monitorado, saberemos qual vai ser a região do município afetada pela cheia”, explicou. “Será mais uma ferramenta de gestão dos municípios em especial para as equipes de Defesa Civil prepararem-se em caso de grandes cheias, pois além de acompanhar o nível do rio, através dos mapas vão saber de maneira bem simples quais as áreas serão atingidas”, concluiu.

Os municípios alvo do estudo são todos os contemplados pelo “Boletim de Monitoramento Hidrometeorológico da Amazônia Ocidental”, emitido semanalmente pela CPRM (disponíveis em www.cprm.gov.br/sace/amazonas). Além dos municípios participantes do I Seminário, já foram visitados São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro, Barcelos, Tabatinga, Parintins e Humaitá, todos no estado do Amazonas, além de Boa Vista e Caracaraí, no estado de Roraima. Os dados obtidos nesse levantamento encontram-se em fase de processamento. No total, mais de três milhões de habitantes dos 16 municípios contemplados pelo Boletim serão beneficiados pelo estudo.

 Levantamento de campo nos pontos de referência utilizou equipamento de GPS
 Estudo foi realizado em parceria com a Defesa Civil do Amazonas

Janis Morais
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
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(61) 2108-8400
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