Terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Serviço Geológico do Brasil assume uma nova dimensão, afirma diretor-presidente

 Diretor-Presidente destacou que o Serviço Geológico do Brasil estará inserido na cadeia de valor do óleo e do gás com a parceria com entre ANP e Petrobras O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Esteves Colnago, afirmou que a instituição vive um momento histórico durante a solenidade de assinatura dos termos de cooperação para a execução de projetos de PD&I para melhoria de infraestrutura laboratorial, resultantes da parceria entre a CPRM, Petrobras e ANP, que marcou a entrada do SGB no setor de petróleo e gás.

 Diretoria Executiva com o ministro Bento Albuquerque “No ano em que comemoramos os 50 anos de serviços prestados à sociedade brasileira, na área de geologia e mineração, recursos hídricos e gestão territorial, inicia-se, com batismo solene, uma nova jornada”, afirmou.

Colnago destacou que, a partir de agora, a empresa vai atuar na área de energia, especificamente em óleo e gás, a partir da organização e desenvolvimento de competência cientifica especifica, e com o apoio dos projetos de PD&I, nascidos dessa parceria.

O diretor-presidente agradeceu a dedicação da equipe envolvida na elaboração dos projetos e lembrou que em competitivo, somente a ampliação e o aprofundamento do conhecimento são capazes de orientar boas práticas e boas tomadas de decisões.

“Com essa convicção, o Serviço Geológico do Brasil, impulsionado pela parceria, e estimulado pelo ministro Bento Albuquerque, assume uma nova dimensão como Instituição de Ciência e Tecnologia”, disse.

Colnago afirmou que a partir de agora o Serviço Geológico do Brasil estará inserido na cadeia de valor do óleo e do gás, nas bacias sedimentares, preparando sua infraestrutura laboratorial para a geração de novos conhecimentos. “Sem energia não há desenvolvimento”, ponderou.

 Diretor-presidente durante discurso O diretor-presidente avaliou que essa nova condição requer uma adequação institucional e alterações estruturais. “É mandatório que nos ajustemos aos novos tempos. É importante que interpretemos com clareza, as transformações necessárias e requeridas pelo Estado Brasileiro”.

Para Colnago, é necessário entender os sinais emitidos pela sociedade e as orientações emanadas do Governo Federal, em suas macropolíticas ou políticas setoriais definidas pelo Ministério de Minas e Energia e as transformações derivadas das tecnologias disruptivas.

“Nosso objetivo primordial é aumentar a eficiência na utilização dos escassos recursos públicos e dos nossos recursos humanos. Faz-se necessário trabalhar em rede, internamente, e com outras instituições, como agora o fazemos, além de buscar parcerias na área privada”, avisou.
Ainda de acordo com o diretor-presidente, os projetos de PD&I na área de óleo e gás, em bacias sedimentares, constituirão novas oportunidades para os pesquisadores. Mas que, se necessário, serão buscadas opções de treinamento, em novas áreas especificas.

“Adicionalmente, procuraremos atrair competências já respeitadas no mercado, para que nos ajudem a liderar o novo processo, no âmbito do SGB. Exemplo dessa prioridade foi a nomeação recente, em caráter especial, como assessor da presidência da CPRM, do reconhecido cientista brasileiro, Dr. Crisógono Vasconcelos, há muito radicado na Suíça”.

 Assinatura dos acordos com a Petrobras e ANP Esteves Colnago destacou também que a atuação nesta área irá atrair investidores que enfrentam turbulências e incertezas do mercado. “Daí a importância de informações de qualidade, para reduzir o risco e dar sustentação à competitividade. Estamos falando de competição em escala global”, disse.

“No plano nacional temos consciência das enormes possibilidades em contribuirmos para a geração de riquezas e interiorização do desenvolvimento da maior parte do território brasileiro, com a ampliação de nossas ações nas bacias sedimentares”, acrescentou.

Colnago lembrou que a instituição compreende a nobreza da responsabilidade pela guarda e gestão, para fins científicos, do rico acervo de amostras resultantes das pesquisas do óleo e gás do Brasil.
“Com o apoio já redirecionado, será construída a infraestrutura necessária à implantação da Rede SGB de PD&I com rochas e fluidos de bacias petrolíferas, em três unidades regionais: no Sudeste, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro; no Nordeste, em Feira de Santana, na Bahia; e no Norte, em Manaus, no Amazonas.

“Com a assinatura dos termos de cooperação inicia-se a realização de um sonho coletivo: a revitalização do Museu de Ciências da Terra e seus laboratórios associados. É o resgate da história, interagindo com a construção do futuro, pela alavancagem da ciência”, ressaltou.
O diretor-presidente afirmou ainda que a revitalização do Museu de Ciências da Terra vai permitir a convergência e interação das seguintes áreas: Ciência, Educação, Cultura e História. “Pois, aqui ao lado, será implantado um moderno complexo de laboratórios, que irão compor o Centro de Referência em Geociências”.

 Salão Nobre ficou lotado durante a solenidade “O caminho será longo, mas trilhado em passos firmes. Com objetivos e metas bem definidos e com o apoio que temos recebido, haveremos de ampliar nossa contribuição para a geração de emprego e bem-estar na sociedade”, concluiu o diretor-presidente.

Clique aqui e leia a íntegra do discurso



Warley Pereira
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
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