Sexta-feira, 01 de fevereiro de 2019

Seis estações sismográficas são instaladas no bairro Pinheiro

 Uma das seis estações instaladas no bairro do Pinheiro, Maceio (AL) O Serviço Geológico do Brasil (CPRM), através da Rede Sismográfica Brasileira e em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) finalizou as instalações das seis estações sismográficas para realizar o registro das atividades sísmicas na região. Segundo o Pesquisador em Geociências, Marcos Ferreira, o objetivo desse trabalho é fazer o monitoramento sísmico in loco da área do bairro do Pinheiro e auxiliar nos demais estudos realizados.

A cobertura da rede tem o propósito de monitorar o bairro Pinheiro e arredores dando condições de registrar os microtremores, que na sua maioria não são perceptíveis pela população, além de dar a condição de ser criado um mapa de localização destas vibrações e suas magnitudes.


 Estação Sismográfica Localização das estações: As estações foram instaladas circundando o bairro do Pinheiro.

A rede sismográfica local tem uma área de cobertura de aproximadamente 1 km de raio partindo do centro do bairro. Os locais para a instalação foram definidos com base nas condições do ruído ambiental, sinal de rede, segurança do equipamento, entre outros fatores.
A manutenção das estações serão realizadas periodicamente por técnicos da UFRN, que serão os responsáveis pelos equipamentos instalados.

Como funcionam as estações. As estações são capazes de captar qualquer tipo de vibração oriundas de tremores perceptíveis ou não, pelo homem ou qualquer mecanismo que possa ocasionar a vibração do solo, como veículos pesados, obras, entre outros fatores. Esse sinal é transmitido para os membros da Rede Sismográfica (UFRN, ON, USP e UnB) e são analisados pelos geofísicos da área de sismologia. Os dados serão analisados, processados e transmitidos para boletins, que são emitidos sempre que se verifique eventos importantes.


O geofísico da UFRN, Eduardo Menezes, explicou que os sismógrafos são capazes de registrar tremores em diversas distâncias e irão auxiliar, de forma precisa, na identificação da área onde os abalos ocorrem e a profundidade deles. As informações coletadas pelo equipamento serão transmitidas online e em tempo real para a Rede Sismográfica e serão analisadas pelos geofísicos e posteriormente, incluídas no relatório dos estudos realizados na região.



Letícia Peixoto
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
asscomdf@cprm.gov.br
(61) 2108-8400
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