Terça-feira, 29 de setembro de 2020

Revista canadense discute potencial e entraves para mineração no Brasil

Serviço Geológico do Brasil contribui para ampliar o conhecimento geológico e dos recursos minerais e aumentar atratividade para investimentos no setor

 Matéria está entre as Top Stories do portal da Mining.com
Na mesma data em que o Ministério de Minas e Energia, na presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, lançou o Programa de Mineração e Desenvolvimento, a revista especializada canadense Mining.com publicou nesta segunda-feira, dia 28/09, matéria que aborda potencialidades e aspectos que dificultam o desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Com o título Brazil’s hidden treasures, o texto afirma que o Brasil precisa aumentar investimentos quando se trata de pesquisa e exploração em comparação com grandes produtores como Canadá e Austrália. Saiba mais sobre a publicação aqui: https://www.mining.com/brazils-hidden-treasures/

Entre as Top Stories do portal da Mining.com, a matéria utilizou dados do Serviço Geológico do Brasil e ouviu o diretor de Geologia e Recursos Minerais, Marcio Remédio e o chefe do Departamento de Recursos Minerais, Marcelo Esteves.

A matéria revela que até o momento apenas 26% do território do país está mapeado para exploração, em escala de 1:100.000. No entanto, o Serviço Geológico do Brasil está empenhado em ampliar o conhecimento sobre a geologia e recursos do país. Inclusive, o conhecimento geológico é um dos compromissos do Programa de Mineração e Desenvolvimento que acaba de ser lançado para impulsionar o setor e o desenvolvimento sustentável do país. “Sem essas informações básicas, é impossível atrair investimentos privados”, disse o diretor do Serviço Geológico do Brasil, Marcio Remédio.

Destaque para o estado do Pará, segundo maior produtor de minério do país, onde situa-se Carajás, a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo. Apesar da elevada produção, o Pará ao mesmo tempo é exemplo da dificuldade de mapeamento geológico, na região amazônica, já que apenas 11% do território paraense está mapeado para exploração, segundo o diretor Márcio Remédio. Entre os entraves, falta de acesso, estradas e infraestrutura. “A Amazônia brasileira tem restrições de todos os tipos. O custo do mapeamento geológico é alto”, acrescentou Marcelo Esteves.

O texto aponta ainda aspectos sobre a legislação ambiental. Atualmente, existem restrições à mineração em 48% dos territórios do Brasil, sendo a maioria reserva natural, terras indígenas e áreas de fronteira. Além disso, pela lei brasileira, qualquer programa de exploração nas fronteiras do Brasil precisa ter 51% do capital nacional.


Janis Morais
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
asscom@cprm.gov.br
janis.morais@cprm.gov.br


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