Terça-feira, 03 de dezembro de 2019

Rede Integrada de Monitoramento das Águas Subterrâneas do Brasil completa 10 anos de concepção, com dados de mais de 400 poços

Daniele Genaro, da CPRM, apresentou trabalho sobre a Rede Integrada de Monitoramento de Águas Subterrâneas durante simpósio de recursos hídricos
Durante o XXIII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, realizado entre os dias 24 e 28 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR), a coordenadora executiva do DEHID (Departamento de Hidrologia do Serviço Geológico do Brasil), Daniele Genaro, apresentou trabalho sobre a Rede Integrada de Monitoramento de Águas Subterrâneas – RIMAS, a única rede nacional sobre águas subterrâneas, que comemora 10 anos em 2019, com mais de 400 poços monitorados.

O Brasil possui uma das maiores reservas hídricas do mundo, concentrando cerca de 12% da água doce do planeta. Conhecer as disponibilidades e as vulnerabilidades da água em nosso território é objeto de pesquisa do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que possui, entre suas atribuições, realizar pesquisas, estudos e levantamentos básicos em hidrologia que contribuem para o conhecimento sobre a disponibilidade hídrica nacional.

Entre as redes de monitoramento, encontra-se a RIMAS, única fonte de informações a nível nacional, com registros temporais (monitoramento) sobre água subterrânea. “A RIMAS está monitorando cerca de 30 aquíferos em 21 estados, sendo os principais usuários os gestores e profissionais que lidam com recursos hídricos e meio ambiente, além de pesquisadores, estudantes, perfuradores de poços e usuários de água”, mencionou Daniele.

Criada em 2009, como um projeto institucional, a rede constitui procedimento contínuo, com padrões e métodos determinados, de obtenção de dados que permitem a avaliação quantitativa e/ou qualitativa das águas subterrâneas. A rede é composta por 26 pesquisadores e 16 técnicos, distribuídos em oito Superintendências, três Residências e no Escritório do Rio de Janeiro. O monitoramento quantitativo auxilia no conhecimento a respeito dos aquíferos, conduzindo à definição da direção e taxa de fluxo da água subterrânea, à avaliação da disponibilidade do recurso hídrico subterrâneo e à determinação de impactos em decorrência do uso da água e das formas de ocupação dos terrenos.

O monitoramento da qualidade de água subterrânea possui, para a rede, caráter de alerta, fornecendo informações quanto à condição e característica química das águas, permitindo identificar áreas com alterações de qualidade e determinando tendências significativas de aumento na concentração de poluentes.

O programa da rede de monitoramento é composto por poços cedidos (geralmente de empresas de abastecimento) e poços próprios (construídos), de modo que a distribuição e densidade sejam suficientes para obtenção de valores representativos das condições hidrogeológicas.

A RIMAS é de natureza quantitativa, ou seja, tem o propósito de registrar as variações de nível d'água (NA). Instrumentos que permitem o registro automático do NA foram e continuam sendo instalados em poços dedicados (de uso exclusivo para pesquisa) e periodicamente é feita a coleta dos dados armazenados, os quais, posteriormente, são submetidos aos processos de consistência, tratamento e disponibilização para consulta e download.

Daniele Genaro coordena a Rede de Monitoramento das Águas Subterrâneas desde outubro de 2017 e destacou que o objetivo da RIMAS é ampliar o conhecimento sobre a disponibilidade de águas nos aquíferos brasileiros.
Assista ao vídeo em que Daniele apresenta os 10 anos da RIMAS no Simpósio:




Letícia Peixoto
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
asscomdf@cprm.gov.br
leticia.peixoto@cprm.gov.br
(61) 2108-8400

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