Quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Precisamos um olhar atento ao mapeamento do patrimônio mineral brasileiro, afirma secretário Alexandre Vidigal

Responsável pela SGM/MME cita atraso na execução das metas de mapeamento em diferentes escalas com cobertura de 100% do território nacional como barreira para mais investimentos no setor mineral do país

 Diretores do SGB-CPRM e integrantes da CPRM e da diretoria do Clube de Engenharia acompanharam a apresentação que contempla ações para ampliar o conhecimento sobre os recursos minerais do país
Na primeira videoconferência de uma série, promovida pelo Clube de Engenharia, o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM), Alexandre Vidigal de Oliveira, apresentou nesta quarta-feira, dia 14/10, o plano de metas e ações lançado pelo Ministério de Minas e Energia no dia 28/09 para alavancar o setor mineral brasileiro.

O evento foi acompanhado pelo diretor de Geologia e Recursos Minerais, Marcio Remédio; pela diretora de Hidrologia e Gestão Territorial, Alice Castilho; pelo diretor de Infraestrutura Geocientífica, Paulo Romano e pelo diretor de Administração e Finanças, Cassiano de Souza Alves. A assessora de Assuntos Internacionais, Maria Glícia da Nóbrega e a assessora Maria Alice Ibanez Duarte, ambas integrantes da Diretoria do Clube de Engenharia, também marcaram presença na palestra transmitida pelo Youtube. Acesse aqui: https://bit.ly/2H2CEcx>
Na abertura, o presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, destacou a importância do setor mineral para economia do país, devido a sua vasta extensão territorial e recursos naturais pouco explorados e comentou, ao citar o plano, a expectativa de que o MME dê atenção à mineração.

O secretário Alexandre Vidigal inicialmente salientou que no atual governo não apenas o ministro do MME, Bento Albuquerque, mas o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, tem o olhar atento à mineração. Em seguida, iniciou a apresentação do Plano Mineração e Desenvolvimento (PMD), que destacou: “não é um projeto pensado para alavancar a economia no período pós-pandemia, mas muito maior, é um plano que vem sendo gestado desde o ano passado para apresentar uma agenda muito clara, um compromisso, para a mineração do Brasil”.

O PMD contempla 10 planos com 110 metas para o período de 2020 a 2023 e objetiva o crescimento da mineração. “Hoje o Brasil aproveita apenas 0,67% do seu território para atividade minerária, que gera 2,4% do PIB. Entendemos que temos muito a expandir em termos de aproveitamento de área minerária do país e na transformação desse patrimônio em riqueza e possibilidade de aumento do PIB”, ressaltou.

Reafirmou ainda o compromisso do plano com a sustentabilidade, com resultados quantitativos e qualitativos. “Para mineração sustentável não precisamos copiar modelos de fora o país. O Brasil sabe muito bem fazer uma mineração vinculada às melhores práticas da atividade minerária”. Além disso, citou a diversidade do patrimônio mineral, exemplificada nos últimos resultados alcançados pelos royalties da mineração que abrangem 88 bens minerais no Brasil. Conforme explicou, a base do plano é a potência mineral do país, que é importante para o progresso, se explorada em benefício da sociedade e do desenvolvimento sustentável nos três pilares: social, econômico e ambiental.

Pontuou ainda que o PMD está alinhado ao Plano Nacional de Mineração até 2030, PLOA e Plano Plurianual e direcionado para todo o setor, com metas para o governo, empresários, investidores, trabalhadores, para todos que estão inseridos no contexto da mineração.

 Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Alexandre Vidigal de Oliveira, apresentou plano de metas e ações para alavancar o setor mineral brasileiro Mais Conhecimento Geológico - Sobre o plano para ampliar o conhecimento geológico, o secretário Vidigal afirmou a necessidade de um olhar atento ao mapeamento do patrimônio mineral brasileiro. Relatou que o SGB ficou por algum tempo sem produzir os resultados esperados pela sociedade brasileira, no sentido de apresentá-los de forma proporcional ao tamanho do país. Atualmente, o mapeamento geológico em escala 1:250 mil atinge apenas 22% do território brasileiro e 1:100 mil abrange 37,5%, colocando em alerta a programação até 2030 que prevê a totalidade do território nacional nessas duas escalas. “Estamos a apenas uma década desse prazo, precisamos correr atrás e buscar a mudança desse cenário”, pontuou.

Ele citou países como Canadá e Austrália que conseguiram abrir a dianteira do setor, ultrapassando o Brasil, justamente devido aos altos investimentos no conhecimento geológico. “Existe um estudo da Austrália que mostra que a cada dólar investido em conhecimento geológico há uma geração na ordem de 20 dólares. Isso é uma clarividência de que precisamos um olhar atento com o SGB”, avaliou. Por fim, elogiou o projeto recente lançado pelo SGB atrelado à questão da economia mineral que estrutura uma plataforma de dados integrada com informações públicas e privadas, em conjunto com a ANM, para o setor mineral.

Participação do SGB - O diretor de Geologia e Recursos Minerais, Marcio Remédio, destacou a missão do SGB de avançar na geração e disseminação do conhecimento geocientífico nos próximos anos, citando entre as prioridades atender as metas do Plano de Mineração até 2030, estudos na Amazônia e a integração e disponibilização de dados em conjunto com a ANM.

A chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do SGB, Maria Glícia, pontuou sobre o desafio que representa para o setor mineral e para os municípios mineiros, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estipulados pela ONU até 2030.

O diretor de Infraestrutura Geocientífica, Paulo Romano, lembrou a atuação do SGB na área de tecnologia da informação e de inteligência artificial aplicada à mineração e a sua recente classificação do ICT, ampliando a sua atuação na produção científica.

O diretor de Administração e Finanças, Cassiano Alves, que representou o diretor-presidente Esteves Colnago, agradeceu a oportunidade em nome do SGB de participar de fórum tão rico de compartilhamento de informações e de integração. “O SGB está se modernizando para fazer frente às demandas do segmento de mineração lançando mão de métodos e tecnologias, do que há de mais moderno na administração pública e no mercado como um todo. Mais uma vez agradecemos a oportunidade de mostrar o que temos em curso para fomentar essa importante área da economia, mas também nos colocamos a disposição para mostrar a nossa vocação para cuidar de vidas com monitoramento de desastres geológicos e das cheias dos rios”, lembrou.

O Serviço Geológico do Brasil integra a programação do Clube de Engenharia. Em breve haverá a divulgação das datas com a participação do diretor-presidente, Esteves Pedro Colnago; do diretor de Geologia e Recursos Minerais, Marcio Remédio e do diretor de Infraestrutura Geocientífica, Paulo Romano.


Janis Morais
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
asscom@cprm.gov.br
janis.morais@cprm.gov.br
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