Sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Plataforma do SGB para difusão do conhecimento geológico é apresentada na Exposibram

O objetivo da iniciativa é a integração de bancos de dados de diversas instituições para ações coordenadas de estímulo a investimentos em exploração (prospecção e pesquisa) mineral. Apresentação foi feita por diretor do SGB-CPRM na tarde desta quinta (26), em palestra durante a Exposibram 2020 Neste ano, a Exposibram foi 100% on-line
Gerar e disseminar o conhecimento geocientífico com excelência, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável do Brasil. Com a máxima de sua missão em mente, o Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) contribui mais uma vez para o avanço da pesquisa mineral no país. O diretor de Geologia e Mineração da instituição, Márcio Remédio, apresentou, na tarde desta quinta-feira (26) em palestra na Exposibram 2020, a Plataforma de Planejamento da Exploração Mineral.

De acordo com Remédio, a Plataforma tem o intuito de estimular a descoberta de depósitos minerais. “O SGB tem trabalhado na interpretação de dados geofísicos e já temos o levantamento aerogeofísico de 93% do cristalino brasileiro. Esses produtos precisam ser interpretados e entregues, principalmente para os pequenos e médios empreendedores”, afirmou o diretor, argumentando que a assinatura de um software de interpretação e tratamento de dados geofísicos chega a custar R$ 500 mil. “Temos no SGB um corpo técnico bastante capacitado para ajudar significativamente a entrega de novos produtos. Vamos fazer a interpretação de todas as províncias minerais do Brasil”, informou Remédio, acrescentando que o formato será o de cartas 1:100.000. “Começamos com a Província Juruena-Teles Pires e devemos até o fim do ano entregar um pacote com 82 folhas de interpretação de cartas de anomalias geofísica e geoquímica associadas”, completou o diretor. Leia sobre a Província Juruena-Teles Pires aqui e aqui.

A Plataforma do SGB-CPRM vai unir, entre outros, dados econômicos, de mercado, minerais e de infraestrutura Remédio afirmou que o SGB está investindo fortemente em mapas de favorabilidade em áreas com mais conhecimento geológico e geoquímico. "Estamos direcionando nossas ações para o mapeamento geológico e reestruturando nosso banco de dados geocientíficos para que seja mais acessível”, explicou. A ideia é que as informações possibilitem a larga utilização das novas ferramentas disponíveis. “Essa é uma ação coordenada para a integração de dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) com a CPRM. Vamos dar um salto em qualidade e quantidade de informação, que vai permitir a ampliação do conhecimento geocientífico e geoeconômico no Brasil."

O diretor expôs que o direcionamento do Ministério de Minas e Energia (MME) é de alinhamento com o setor produtivo, principalmente com o setor de exploração mineral, um dos principais usuários dos produtos desenvolvidos pelo SGB. “A Plataforma está sendo concebida para disponibilizar informações para o planejamento estratégico das etapas da exploração mineral”, elencou. “Será um módulo do GeoSGB, que é o banco de dados do Serviço Geológico e a implementação será feita em estágios, com a conciliação de nomenclaturas”, completou.

O acesso à Plataforma, de acordo com Remédio, será em três ou mais opções: básico, intermediário e avançado, usando o conceito de one stop shopping, em que o consumidor encontra tudo o que precisa em um mesmo hub de informação e conhecimento. “São diferentes bases de dados convenientemente integradas em um no mesmo plano, que permitem ao usuário reunir as informações que necessita, sejam de geologia, de infraestrutura, de energia, de mercado, aspectos tecnológicos, regulatórios e socioambientais ou de disponibilidade hídrica”, pontuou o diretor, destacando que a inovação da Plataforma está no sistema estratégico de inteligência geoespacializada.

Segundo Remédio, os objetivos gerais e os benefícios da plataforma incluem a disseminação do conhecimento e do aprendizado, a promoção, realização e divulgação de estudos que promovam oportunidades de investimento e a contribuição para a resolução de conflitos de ordenamento territorial. “A Plataforma estimulará também a realização de estudos de análise das condições de competitividade e sustentabilidade na exploração mineral, subsidiando e orientando o planejamento estratégico dos investidores e a formulação e implementação de políticas e estímulos das agências governamentais”, acrescentou.

Outro ponto de destaque da Plataforma é inserir o Brasil no ranqueamento e na seleção de alvos para investimentos em exploração mineral, com a estruturação de uma grande quantidade de informações de maneira extremamente acessível e transparente. “Os serviços geológicos dos Estados Unidos, do Canadá e da Austrália já utilizam esse tipo de plataforma”, exemplificou Remédio.

O diretor afirmou que a base institucional está sendo desenvolvida e implementada pelo SGB-CPRM, com a participação da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM), do MME, e da ANM. Futuramente, é esperado que a base institucional seja expandida e integre outras instituições nacionais e internacionais, tais como Banco Mundial, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundação Getulio Vargas (FGV), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), além de entidades representativas, como Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM), Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB), Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (ANEPAC), Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), além de centros de pesquisa e unidades acadêmicas.

A Plataforma será estruturada e implementada a partir de três componentes: integração de banco de dados, indicadores do comportamento da exploração mineral e estudos de suporte ao planejamento estratégico da exploração mineral. “Faremos a integração, entre outras, das bases de informação de registros minerários da ANM, de ocorrências de depósitos e unidades de produção mineral do GeoSGB e de informações socioeconômicas e territoriais do IBGE”, explicou Remédio.

O diretor exemplificou um dos usos da Plataforma Por fim, o diretor destacou que a plataforma não fará o download das informações para ter acesso a elas. Ao contrário, integrará diferentes bases de dados on-line acelerando a disponibilização dos dados em tempo real". “O SGB tem uma infraestrutura geocientífica e de tecnologia da informação que permite muita velocidade nesse tipo de ação”, finalizou Remédio.

O painel da Exposibram também contou com a participação de Elmer Prata Salomão (ABPM), Lilia Sant’Agostino (MME), Owen Hatton (OZ Minerals), Paulo Fernando Ravacci Pires (NEXA Resources) e Roberto Perez Xavier (ADIMB).




Ana Isabel Mansur
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil — SGB/CPRM
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