Sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Pesquisadora da CPRM debate questões de gênero durante a Semana de Meninas e Mulheres na Ciência

 Participantes da mesa-redonda juntamente com as fundadores do evento Empoderamento, assédio sexual e moral, representatividade, desigualdade salarial e como levantar outras mulheres no mercado de trabalho foram os temas-chave amplamente debatidos durante mesa-redonda da Semana de Meninas e Mulheres na Ciência, que contou com a participação de Lila Queiroz pesquisadora em geociências do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Cristina Garcia diretora científica de pesquisa e inovação da L’Oréal Brasil, Katleen Conceição médica dermatologista na Clínica Paula Bellotti e Marcela Trindade gerente de desenvolvimento de negócios na Opal-RT Technologies.

“A mineração ainda é um setor em que os homens, em sua maioria, são os tomadores de decisão e atuam na formulação de políticas públicas empresariais. A desigualdade salarial tem que ser combatida em diversas esferas. Nós mulheres temos que lutar por políticas públicas para que nós possamos equiparar cargos de liderança. As Geociências têm essa lacuna da necessidade de uma representação feminina. E nós percebemos isso com a criação da Associação Brasileira de Mulheres nas Geociências (ABMGeo), que a CPRM tanto tem apoiado”, destacou Lila Queiroz.

Em relação a questões de assédio, a pesquisadora destacou a importância da reação e adoção de medidas cabíveis para coibir essa prática. “Antes de tudo acredito que é preciso deixar claro, olhar no olho, e informar ao assediador: Não é legal, não gostei. E então procurar a ouvidoria, comitê de gênero ou até mesmo uma delegacia”, acrescentou a pesquisadora.

A programação da Semana de Meninas e Mulheres na Ciência, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), entre os dias 5 e 9 de novembro, foi repleta de palestras, oficinas e mesa-redonda de forma gratuita.

 Alunas do Instituto Federal do Rio de Janeiro O evento surgiu com o intuito de diminuir a desigualdade de gênero na ciência por intermédio do incentivo de meninas que estão em fase escolar, além de dar voz e gerar visibilidade para mulheres cientistas. “Criou-se uma rede de sororidade, uma mulher querendo ajudar e apoiar a outra. Todas em prol dessa luta. Em média, por dia, nós recebemos de 50 a 60 meninas do ensino fundamental e médio. Algumas palestras tiveram público de 120 pessoas. A gente conseguiu várias parcerias com empresas públicas e privadas, entre elas a CPRM. É uma conquista muito grande por ser a primeira edição”, ressaltou Fernanda Furtado, fundadora da Semana de Meninas e Mulheres na Ciência, e geóloga na Total do Brasil.

O Museu de Ciências da Terra (MCTer) também ofereceu apoio institucional ao evento e disponibilizou 400 ecobags e amostras de muscovitas aos participantes.

Texto e fotos: Pedro Henrique Santos
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
pedro.pereira@cprm.gov.br
(21) 2295-4641
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