Terça-feira, 15 de outubro de 2019

Museu de Ciências da Terra sedia encerramento do curso sobre surdocegueira do IBC

 Os professores participaram de uma vivência pelo MCTer e debateram sobre inclusão O Museu de Ciências da Terra (MCTer) recebeu profissionais da área de educação especial de diversos estados do Brasil para debater as possibilidades educacionais sobre surdocegueira, deficiência que apresenta perdas auditivas e visuais ao mesmo tempo. A atividade foi realizada no dia 11/10 pela professora do Instituto Benjamin Constant (IBC) Marcia Noronha de Mello e pelo paleontólogo do MCTer, Rodrigo Machado, que foi aluno do curso. Na ocasião, os profissionais vivenciaram experiências sensoriais e discutiram requisitos básicos necessários para uma comunicação efetiva entre o Museu e as pessoas com surdocegueira congênita ou adquirida.

 Os educadores participaram de atividades táteis com o fóssil da mandíbula do Purussaurus brasiliensis (réptil que viveu há 8 milhões de anos) Esta deficiência tem como consequência o comprometimento, em diferentes graus, da visão e audição, que combinados pode acarretar em problemas de comunicação e mobilidade. Sendo assim, os surdocegos necessitam de um atendimento educacional especializado para que possam desenvolver diferentes formas de Comunicação. Nesse sentido, o museu pode ser um aliado na educação e estimulação das pessoas com surdocegueira já que essas instituições têm o papel de despertar o interesse dos indivíduos.

Segundo Machado, as ações propostas devem partir da curiosidade de cada pessoa e, para este público, é necessário uma estimulação sensorial múltipla a partir da participação em atividades interativas e do uso de diversas formas comunicativas, como a fala, o gesto, o toque e o uso de objetos”, destacou.

Conforme enfatizou Machado, pessoas com necessidades educativas especiais têm direitos e devem ser consideradas como membros legítimos e ativos na sociedade. A inclusão social, portanto, é uma grande conquista para o reconhecimento e legitimação desse direito, pois garante que essas pessoas convivam e compartilhem todos os espaços sociais. “Seguindo essa linha, durante este ano, o MCTer avançou de forma consistente na acessibilidade das suas atividades a partir dos diversos eventos realizados no Instituto Benjamin Constant (IBC), e esperamos continuar vencendo os obstáculos que impedem o pleno acesso dessas pessoas aos espaços culturais”, finalizou.

Para Marcia de Mello, os museus são espaços de aprendizagem e a necessidade de torná-los acessíveis se faz urgente, haja vista que a cada dia mais pessoas com deficiência chegam a estes espaços. “Nas deficiências sensoriais, o cuidado em tornar a experiência do museu instigante implica em investimentos, não somente financeiros, mas atitudinais. Para isso, precisamos do apoio de gestores comprometidos com a real inclusão e com vontade política para fazer a diferença”, disse. Como profissional na área da surdocegueira, Mello considera que iniciativas para esta população requerem a capacitação de profissionais, além da contratação de mediadores com competência para atuar na área.

 Uma réplica de um crocodilo também fez parte da atividade tátil Acesse aqui a galeria de fotos.


Lorena Amaro
Colaboração: Rodrigo Machado
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
lorena.costa@cprm.gov.br
(21) 2295-4641

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