Quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Metodologia inova ao simplificar a compreensão dos mapas de Rochas Ornamentais

 O pesquisador Eugênio Dantas apresentou sobre o contexto econômico das rochas ornamentais durante o Simpósio de Geologia do Nordeste Entre os dias 11 a 15 de novembro está sendo realizado em Sergipe o 28° Simpósio de Geologia do Nordeste e o 4° Simpósio sobre o Cráton do São Francisco. O tema deste ano é a discussão de estratégias para desenvolver de forma sustentável o setor de geologia e mineração nos estados do Nordeste.

E para facilitar a comunicação entre pesquisa e o consumidor final (empresários e mercado consumidor), a equipe da Divisão de Minerais Industriais (DIMINI) do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), em parceria com as unidades regionais de Recife e de Natal, apresentou o Mapa de Potencialidade de Rochas Ornamentais no Rio grande do Norte, onde foi discutido o contexto econômico e a potencialidade do estado para rochas ornamentais. O produto foi desenvolvido pelos pesquisadores Eugênio Pacelli Dantas, Ludmila Bernardo Farias Pereira, Maria Angélica Batista de Lima, Vanildo Almeida Mendes e Michel Marques Godoy.

A Sessão foi apresentada pelo pesquisador Eugênio Dantas que em sua apresentação, mencionou os desafios do setor de rochas ornamentais. Segundo Dantas, o mapa geológico do estado do Rio Grande do Norte era um exemplo de como o consumidor final tinha dificuldades para interpretar as pesquisas. “Existe a necessidade de simplificação desses produtos para que o setor de rochas ornamentais consiga entender o mapa e usá-lo”.

Um exemplo dessa falta de conhecimento são rochas com amplo valor de mercado que são comercializadas como agregados de baixo valor comercial (brita). Exemplo disso é a rocha Branco Kinawa sendo comercializada como brita (granito nobre tipo exportação).

 Rocha Branco Kinawa comercializada como brita (baixo valor comercial) por falta de conhecimento. Fonte: CPRM O mapa de potencialidades de rochas ornamentais foi publicado em 2018. A partir de então foi realizado um trabalho em conjunto com todas as pontas dessa cadeia para que as pessoas pudessem interpretar de forma mais objetiva onde estavam localizados os materiais pétreos indicados para uso como rocha ornamental. Segundo Eugênio Dantas, essa comunicação despertou o interesse desde o trabalho de campo até a publicação do mapa. “As pessoas não utilizavam os mapas, somente os geólogos. Trabalhamos para que ele fosse utilizado também pelo público leigo”, avaliou Dantas.

O resultado dessa simples ação foi o crescimento dos requerimentos de pesquisa para rochas de revestimento. O gráfico abaixo mostra que ao longo dos anos esse número saltou de dois para nove.

  Observe o aumento dos requerimentos de pesquisa para rochas de revestimento ao longo dos anos. Fonte: CPRM “Estamos percebendo esse aumento através dos números. Este ano houve um aumento na produção de rocha ornamental. Espera-se a retomada no crescimento com expectativa de que o Brasil alcance nos próximos anos 1 bilhão de dólares de receita sobre o setor de rochas ornamentais”, avaliou Dantas.

O Rio Grande do Norte vem trabalhando com descontos nos impostos como ICMS para alavancar a economia. Além disso foi criada a Câmara Setorial de Mineração, com a participação de pesquisadores da CPRM, com o objetivo de ampliar as discussões do setor mineral no Estado.

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Letícia Peixoto
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil (CPRM)
leticia.peixoto@cprm.gov.br
(61) 2108 8400

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