Quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Geólogo Antônio Dourado recebe medalha Theodoro Sampaio

Dourado exibe a medalha Theodoro Sampaio ao lado do Superintendente Regional de Salvador, José Ulisses Bandeira Pinheiro e o Gerente de Infraestrutura Geocientífica, Gustavo Carneiro da Silva O geólogo Antônio José Dourado Rocha, ex-colaborador da Superintendência Regional de Salvador da CPRM, foi condecorado com a medalha Theodoro Sampaio do Núcleo Bahia/Sergipe da Sociedade Brasileira de Geologia na tarde de 14 de dezembro. A cerimônia, que ocorreu no Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA), premia bienalmente geólogos cujos trabalhos representam contribuições importantes à geologia do estado baiano.

Dourado atuou na CPRM por quatro décadas, onde se destacou em temas como mapeamento geológico, geodiversidade e geoparques. Formado em Geologia pela Universidade Federal da Bahia (1971), ele cursou especialização em Geologia Econômica na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em 1972.

Antônio Dourado falou sobre a importância da premiação e da figura de Theodoro Sampaio Afastado pelo Programa de Desligamento Incentivado e de Sucessão Programada (PDISP) em junho de 2017, Dourado também desenvolveu um importante trabalho na implantação e coordenação do Centro Integrado de Estudos Geológicos de Morro do Chapéu (CIEG), tendo recebido, pelo feito, o título de Cidadão Honorário do município.

Durante sua fala no evento, Dourado recordou a importância e o pioneirismo de Theodoro Sampaio, ressaltando a importância da medalha. Ele agradeceu a presença das dezenas de colegas, amigos e familiares. Entre os presentes estavam vários ex-colegas de CPRM, inclusive alguns que já foram homenageados como Nelson Custódio da Silveira Filho, Reginaldo Alves dos Santos e Inácio Medeiros Delgado.

Os profissionais que já foram homenageados pelo Núcleo BA/SE da SBG e estiveram presentes na solenidade: Nelson Custódio, Moacyr Marinho, Reginaldo Alves, Inácio Delgado, Aroldo Misi, Antônio Dourado e Herbert Conceição Além de Dourado, os geólogos Carlos Schobbenhaus e Francisco Waldir Silveira também foram indicados à premiação neste ano. Além disso, já foram contemplados com a medalha Theodoro Sampaio os geólogos João Dalton (2008), Augusto Pedreira (2012) e Inácio Delgado (2016). Outro géologo da casa que também já recebeu premiação do Núcleo foi Reginaldo Alves do Santos que, pela contribuição ao conhecimento do estado do Sergipe, foi condecorado com a medalha F Hartt.

O evento, que geralmente ocorre no Dia do Geólogo ou no Congresso Brasileiro de Geologia, integrou, este ano, as atividades da passagem da atual diretoria do Núcleo Bahia/Sergipe para a gestão eleita para 2019-2020. A professora Marilda Santos Pinto Miedema, da Universidade Estadual de Feira de Santana, ex-presidente e agora secretária do Núcleo BA-SE da SBG, ressaltou a importância do pesquisador dizendo que “é impossível falar em geoparques sem mencionar o nome de Dourado”. Após a homenagem, Marilda passou a presidência do núcleo para Maria de Lourdes Rosa, da Universidade Federal do Sergipe.

Em 2017, a Assessoria de Comunicação fez uma entrevista com Antônio Dourado, que pode ser conferida na íntegra no link.

O legado de Theodoro Sampaio
O geólogo Theodoro Sampaio Nascido na capela do engenho Canabrava, município de Santo Amaro, em 7 de janeiro de 1855, Theodoro era filho de uma mulher escravizada, Domingas da Paixão. Aos nove anos, Theodoro foi levado pelo pai, o padre Manoel Fernandes Sampaio, ¬para estudar engenharia no Rio de Janeiro. Ele participou de uma comissão que estudou o rio São Francisco como assistente do geólogo americano Orville A . Derby (o “Pai da Geologia do Brasil”). Após estudarem a geologia do vale do rio São Francisco, eles atravessaram a Chapada Diamantina complementando os estudos geológicos. O relato desta viagem consta no livro O Rio São Francisco e a Chapada Diamantina, organizado pelo Prof. Dr. José Carlos Barreto de Santana (UEFS).

Outras importantes de Sampaio são A respeito dos caracteres geológicos do território compreendido entre a cidade de Alagoinhas e a do Juazeiro pelo trajeto da linha de ferro em construção, Notas sobre a geologia da região compreendida entre o rio São Francisco e a Serra Geral (do Espinhaço) nas imediações da cidade do Juazeiro, Carta do Recôncavo da Bahia, As rochas arqueanas na Bahia, Movimentos sísmicos na Baía de Todos os Santos e seus Arredores e Tremores de terra na Bahia em 1919.

Assessoria de Comunicação
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