Sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Estudo realizado na bacia do Parnaíba sobre a Estrutura de Cabeça de Sapo é publicado no JGSB

O Journal of the Geological Survey of Brazil (JGSB) é um periódico de acesso aberto que tem como objetivo a divulgação de pesquisas técnico-científicas originais e de alta qualidade, além de revisões aprofundadas de assuntos relevantes que abrangem todas as disciplinas das Ciências da Terra no Brasil. Visando contribuir com a disseminação do conhecimento geológico e hidrológico básico necessário para o desenvolvimento sustentável do Brasil, com frequência, são publicados artigos produzidos por profissionais das Geociências.

O estudo Identification of similarities related to impact craters based on airborne geophysical data and satellite images: the Cabeça de Sapo Structure, Paraíba Basin, Northeast Brazil realizado pelo pesquisador em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), Adolfo Barbosa da Silva tem como principal objetivo identificar e interpretar as respostas geofísicas aerotransportadas, assim como, as características do relevo da Estrutura Cabeça de Sapo (CSS). Essa formação circular de 6 km de diâmetro está localizada no Nordeste do Brasil, no Estado do Maranhão, e suspeita ter sido formada pelo impacto de um corpo sólido.

De acordo com o estudo, a aplicação de técnicas de processamento direcionadas ao aprimoramento das imagens dos dados de sensoriamento remoto possibilitou a identificação de duas respostas geofísicas aerotransportadas, a anomalia magnética em forma de anel e padrões radiométricos, e contribuiu para o reconhecimento de cinco formas terrestres de recursos. Ainda segundo o relatório de pesquisa, a anomalia magnética está relacionada a uma estrutura circular bem definida com 5,4 km de diâmetro e com profundidade estimada em 300 metros.

O artigo também apontou que as interpretações revelaram que o CSS apresenta semelhanças com características típicas de impacto, como elevação central cercada por uma borda externa elevada, controle local de drenagem, assim como diferenças no padrão de relevo das partes internas e externas. “Essas semelhanças reforçam a possibilidade de uma origem exógena da CSS, mas novos estudos são necessários para confirmar ou recusar tal possibilidade’, aponta o resultado do estudo.


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Gabriella Rossi
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
gabriella.arraes@cprm.gov.br
asscom@cprm.com.br









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