Quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Estudo de rochas antigas aumenta o potencial para ocorrências de minerais metálicos e esmeraldas na região central do Estado do Rio Grande do Norte

 Ocorrência de ferro-titânio-vanádio em Mundo Novo, município de Lages (RN) O pesquisador em Geociências Alexandre Ranier Dantas do Núcleo de apoio de Natal apresentou dois trabalhos no 28°Simpósio de Geologia do Nordeste, ambos na área dos distritos de Bonfim, Gameleiras e Serra do Ingá, municípios de Lajes e São Tomé, na região central do Estado do Rio Grande do Norte.

Esses trabalhos fazem parte das atividades desenvolvidas no projeto ARIM Seridó e tratam da cartografia e estudo de rochas antigas, com 2,6 e mais de 3, 5 bilhões de anos, antes não conhecidas nesta região.

São rochas de cores escuras, denominadas como máficas-ultramáficas, além de rochas de cores claras chamadas de gnaisses. Duas unidades foram definidas: o Corpo Máfico Serra do Ingá, do período geológico Neoarqueano; e Complexo Amarante do Paleoarqueano.

A existência de unidades de rochas arqueanas na área eleva o potencial mineral da região, aumentando o interesse em pesquisas prospectivas principalmente para recursos minerais metálicos, como por exemplo ouro, ferro, titânio, vanádio e níquel, além da presença de pedras preciosas como esmeralda, que são a consequência da interação dessas rochas mais antigas com pegmatitos, que são rochas ígneas comuns nessa porção do Rio Grande do Norte.

O pesquisador Alexandre Dantas foi o autor do trabalho “Unidades Arqueanas na Porção Norte da Faixa Seridó- Corpo Máfico Serra do Ingá e Complexo Amarante
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Letícia Peixoto
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil (CPRM)
leticia.peixoto@cprm.gov.br
(61) 2108 8400

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