Sexta-feira, 12 de abril de 2019

Diretor-presidente acompanha secretário durante visita a mina de urânio em Minas Gerais

 Representantes da SGM, ANM e CPRM durante visita a Poços (MG). Crédito: Raquel Vilela/MME
A convite da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Alexandre Vidigal, foi conhecer, nos dias 8 e 9 deste mês, a situação atual da mina desativada de urânio de Poços de Caldas, em Minas Gerais.

Alexandre Vidigal foi acompanhado por uma equipe técnica formada pelo diretor presidente do Serviço Geológico do Brasil, Esteves Colnago, pelo diretor substituto de Transformação e Tecnologia Mineral da SGM, Enir Mendes; e pelo diretor geral da Agência Nacional de Mineração, Victor Bicca.

A visita foi realizada na barragem de rejeitos, barragem de água limpa, na cava da mina, depósitos dos resíduos gerados na lavra e no horto florestal. A barragem de rejeitos está em obras para a construção de um novo sistema extravasor de superfície, em substituição ao atual, para garantir maior segurança ao empreendimento. A mina pertence à INB, empresa vinculada ao MME e é responsável pela exploração de urânio no País.

As obras no novo sistema foram iniciadas em janeiro de 2018 e estão sendo realizadas com a finalidade de adequar a Unidade de Tratamento de Minérios (UTM) às melhores práticas de proteção e prevenção ao meio ambiente. A previsão é que as melhorias sejam concluídas em maio deste ano.

A unidade de Poços de Caldas
A exploração do urânio no município de Caldas (MG) teve início em 1982. A mina abasteceu a usina nuclear Angra - I durante 13 anos, e em 1995 a unidade encerrou sua produção, após a INB constatar que a operação da unidade era economicamente inviável. Dez anos depois, foi iniciada a descontaminação de suas instalações e terrenos.

As instalações, o solo, as águas e os equipamentos da antiga mineração são permanentemente monitorados, assim como os materiais radioativos que ali estão estocados, de modo a proteger o meio ambiente e assegurar a saúde dos trabalhadores da unidade e dos moradores da região.

Em 2012 o IBAMA aprovou o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), que foi elaborado a partir de estudos nas áreas de hidrologia, geoquímica, hidroquímica e radioproteção, que definiram as obras e as ações de recuperação ambiental a serem realizadas na unidade. Os estudos apontaram a necessidade da realização da construção de um novo sistema extravasor, para aumentar a segurança e a confiabilidade da barragem de rejeitos.

Urânio
O Brasil possui uma significativa reserva de urânio, o que leva o país a ocupar a sétima posição no ranking mundial. São 309.000 toneladas do minério distribuídas entre os estados da Bahia e do Ceará, Paraná e Minas Gerais.

A única mina de urânio atualmente em atividade no Brasil está localizada em Caetité, na Bahia, onde se encontram reservas estimadas em 100 mil toneladas de urânio. A Unidade de Concentrado de Urânio de Caetité – que também pertence a INB, tem capacidade de produzir cerca de 400 toneladas/ano, podendo chegar a 800t com a lavra da mina do Engenho, da mina subterrânea e a duplicação da capacidade de produção da unidade.

Mas estima-se que as reservas brasileiras sejam ainda maiores, já que menos de um terço do território brasileiro foi alvo de pesquisas em busca do minério. Especialistas avaliam que somente a região Norte do país tenha potencial para abrigar mais 300 mil toneladas de urânio. Já foram identificados depósitos em Pitinga (Amazonas), onde o urânio encontra-se associado a outros minerais, e no Pará.

As maiores reservas de urânio se encontram nos seguintes países: Austrália, Cazaquistão, Canadá, Rússia, África do Sul, Níger e Brasil. Atualmente, mais de 11% de toda a energia elétrica consumida no mundo vem do urânio, de acordo com a World Nuclear Association.



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