Sexta-feira, 24 de abril de 2020

DGM em Pauta amplia interação de pesquisadores da CPRM com apresentação de estudo pioneiro para identificação de regolitos lateríticos no leste da Bahia

Palestra por videoconferência com os pesquisadores Edgar Iza e Rodrigo Soares promovida pelo projeto DGM em Pauta
A sala de videoconferência com capacidade para 75 pessoas ficou lotada durante a apresentação feita pelos pesquisadores da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM) Edgar Iza e Rodrigo Soares, nesta quinta-feira, dia 23/04, do resultado do estudo “Identificação de regolitos lateríticos a partir de integração multifonte: o exemplo do leste do estado da Bahia”. Foi o primeiro encontro do programa DGM em Pauta, criado para divulgar, inicialmente no âmbito da CPRM, resultados de trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores dentro do escopo de atuação desta Diretoria.

A programação iniciou com a apresentação do trabalho pelos pesquisadores Edgar e Rodrigo, seguido de debate aberto para questionamentos diversos dos presentes. Foi destacada a aplicação de técnicas utilizadas para cartografia de coberturas lateríticas, relacionando assinaturas gamaespectométricas com perfis mais ou menos desenvolvidos.

Conforme explica o pesquisador Edgar Iza, a validação dessas ferramentas na área de estudo pode contribuir para seu uso em outras áreas do país, focado no mapeamento geológico, no mapeamento de crostas lateríticas, no mapeamento do regolitos, entre outras diversas aplicações. “Um exemplo prático é a utilização dos resultados gerados pelos métodos booleano, fuzzy e pelo próprio Índice Laterítico como camada de informação na elaboração de mapas de prospectividade voltados para recursos minerais supergênicos, tais como, Al, Ni, Mn, Fe, entre outros elementos. Os resultados também podem ser utilizados em interpretações pedológicas e geomorfológicas, por exemplo”, acrescentou. As técnicas foram aplicadas e desenvolvidas na tese de doutorado do geólogo Edgar Iza e serão aperfeiçoadas ao longo do mestrado do geofísico Rodrigo Soares. "As ferramentas utilizadas no trabalho são muito importantes para suprir demandas que muitas vezes não são atendidas pelos mapas geológicos tradicionais, como pesquisas relacionadas à recursos minerais supergênicos, estudos pedológicos e hidrogeológicos", ressaltou Rodrigo Soares.

INTERAÇÃO ENTRE AS ÁREAS - O encontro foi mediado pela chefe do Departamento de Geologia, Lúcia Travassos, que destacou que o objetivo do programa DGM em Pauta é sobretudo a ampla difusão do conhecimento e a viabilização constante de um fórum de debate entre pesquisadores da instituição, oportunizando que todos conheçam os trabalhos que estão sendo realizados no âmbito da diretoria. “No evento desta tarde ficou evidente que este é um caminho que devemos seguir, e inclusive ampliar. Eu fiquei muito satisfeita de ver o interesse que este trabalho despertou, tanto em pesquisadores da DGM, como da DHT, pois partimos do princípio que a empresa é uma só, e uma metodologia testada em um projeto da DGM pode ser aplicada em outras áreas, para outros objetivos. Isso demonstra o quanto essa interação é positiva”, apontou.

O chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica, Luiz Gustavo Pinto, também se manifestou sobre a importância desta iniciativa para interação de todos os pesquisadores em âmbito nacional, contribuindo para evolução dos produtos gerados pela empresa. “A intenção de fazer essas apresentações é que todos recebam o conhecimento que está sendo desenvolvido pelos pesquisadores e que, por meio dessa interação, possam contribuir com os estudos ou aplicar nas suas áreas e gerar um feedback, agregando valor aos produtos gerados”, explicou.

PARTICIPAÇÃO DOS PESQUISADORES - A pesquisadora Isabelle Serafim foi uma das participantes e elogiou a apresentação “Parabéns pelo trabalho! É muito bom ver a evolução dos produtos gama”. A pesquisadora Junny Oliveira também acompanhou a palestra “Parabéns aos autores! Um excelente trabalho!”, avaliou. Eugênio Pacelli, pesquisador de Natal, parabenizou Edgar e Rodrigo, “Lindo trabalho. Explicação simples e objetiva. Maravilhosa apresentação. Grande abraço”, escreveu no chat do encontro. O geólogo Roberto Loreti declarou que a metodologia apresentada também poderá ser aplicada no Projeto Bacia do Paraná na caracterização de áreas potenciais para depósitos lateríticos de titânio, já conhecidos no Paraguai. O geofísico Adolfo Silva e o geólogo Sidiney Barros também interagiram com os palestrantes com perguntas sobre as metodologias utilizadas.

Lúcia Travassos destacou que os eventos do DGM em Pauta acontecerão sempre nas tardes de quinta-feira, exceto quando houver coincidência com feriados nacionais, e incentivou os pesquisadores da DGM que tiverem interesse em apresentar o resultado de suas pesquisas, que submetam para apreciação dos seus chefes imediatos, e estes encaminharão para Diretoria. Serão escolhidos trabalhos em temas diversos, e que estejam em estágio avançado de desenvolvimento.

Para a próxima quinta-feira 30/04 já está definida a temática do trabalho a ser apresentado, que envolve a aplicação de dados geofísicos para caracterização da estrutura profunda da crosta na Província Mineral do Tapajós e sua relação com mineralizações auríferas. Breve divulgaremos o convite!


Acesse os produtos gerados pelo estudo “Identificação de regolitos lateríticos a partir de integração multifonte: o exemplo do leste do estado da Bahia” por meio do Mapa do Índice Laterítico ou Mapa da correlação entre o Gradiente Total e o Índice Laterítico ou Mapa do Índice de Intensidade de Intemperismo ou Artigo publicado no Journal of the Geological Survey of Brazil ou PDF da apresentação.

Trabalho de campo do estudo para identificação de regolitos lateríticos no leste do Estado da Bahia


Janis Morais
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil — CPRM
janis.morais@cprm.gov.br
asscomdf@cprm.gov.br
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