Terça-feira, 03 de dezembro de 2019

CPRM inova ao aplicar conceitos de taxonomia para a classificação hidrológica

Adson Brito Monteiro apresentou trabalho da CPRM sobre taxonomia hidrogeológica
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) lançou nova proposta de cartografia de águas subterrâneas, tendo como diretrizes o princípio de taxonomia hidrogeológica (descrição, identificação e classificação) das unidades granulares, fraturadas e cársticas em classes de produtividades. O trabalho, feito por Adson Brito Monteiro, Francisco Lages Correa Filho, Thiago Luiz Feijó de Paula e João Alberto Oliveira Diniz, foi apresentado para 1.500 pessoas, durante o XXIII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos (SBRH), promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro) e realizado entre os dias 24 e 28 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR).

A metodologia foi usada para executar o Mapa Hidrogeológico do Brasil ao Milionésimo (2014), Mapa Hidrogeológico da Bacia do Prata (2015) e o Atlas Hidrogeológico do Brasil ao Milionésimo (2015; 2016), entre outros.

O conceito de taxonomia hidrogeológica foi introduzido na hidrogeologia por Diniz et al. (2014), no intuito de estabelecer uma hierarquia na classificação das unidades hidrogeológicas, de modo que a menor categoria se junte a outras, com algumas características semelhantes, para formar grupos maiores.

Foi observada, ao trabalhar com unidades fraturadas e cársticas, em escalas maiores que ao milionésimo, a necessidade da divisão das classes de produtividade em subclasses. Aspectos estruturais, como baixa vazão em áreas dessas unidades hidrolitológicas, são o principal fator que tornam a subclassificação necessária.

No caso das unidades sedimentares granulares, a carência da subdivisão foi apontada graças à variação faciológica, vertical e lateral, visível em escala de detalhes. Essa variação acarretou produtividade diferenciada, gerada por condutividade e transmissividade hidráulicas variáveis.

Dessa maneira, foi necessário subdividir a tabela 1 e criar as subclasses de produtividades. Existem inúmeras regras e critérios na estatística que determinam a divisão de uma amostragem, como as Regras de Sturges e de Doane, e os critérios da Raiz Quadrada e da Desigualdade. Foi escolhida a Fórmula de Sturges (equação 1), em decorrência de melhor adequação e fornecimento de quantidade aceitável do número de subclasses dentro de uma mesma classe de produtividade para os diversos tamanhos amostrais (tabela 02).

Não há necessidade de subdivisão para as classes 1 e 6, já que representam extremos — vazões muito altas ou muito baixas. Na equação abaixo, K é o número de classes e n, o de informações (no caso foi considerada a vazão):

K=1+3,3logn (1) Na subdivisão da vazão específica, foi considerado rebaixamento de 25 metros para bombeamentos de 12 horas. Os limites para transmissividade hidráulica foram definidos de acordo com os limites determinados para a vazão específica, por meio de uma relação matemática. A condutividade hidráulica foi relacionada à transmissividade hidráulica.


Clique aqui para acessar a pesquisa completa
Assista ao vídeo da apresentação do pesquisador





Letícia Peixoto
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
asscomdf@cprm.gov.br
leticia.peixoto@cprm.gov.br
(61) 2108-8400

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