Segunda-feira, 06 de março de 2017

CPRM identifica áreas de risco na região Norte do país

Casa construída sobre aterro na margem e com muito alto risco de desmoronar devido à erosão fluvial no Pará Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) mapearam áreas de alto risco para inundações, erosões fluviais e deslizamentos de terra nos estados do Pará, Rondônia e Amazonas. Ao todo, nos três estados os pesquisadores identificaram 6 mil moradias, em 126 áreas de risco. Estima-se que 24 mil pessoas residem nessas áreas.

Em Manaus, no Amazonas, os pesquisadores estão revisitando e atualizando 83 áreas de alto risco, que ocupam uma superfície aproximada total de 600.000m², identificadas e setorizadas entre 2011 e 2012. A previsão é de que nos próximos dois meses o trabalho seja concluído.

Foto tirada com drone sobre o Café Madeira, região central de Porto Velho A equipe técnica de Porto Velho detectou 36 áreas de alto risco, após analisar toda a extensão territorial do município, englobando os distritos e comunidades ribeirinhas. Calcula-se que cerca de 4.300 imóveis e 17.000 pessoas possam ser atingidas por grandes inundações. Em março de 2014, a CPRM registrou inundação na região que chegou a 19,73m.

No município de Castanhal, no Pará, sete setores de alto risco com aproximadamente 227 moradias e 1130 pessoas foram mapeados. Também foram observados dois pontos de monitoramento (risco médio), que podem evoluir para alto risco.

 Resumo das áreas de risco presentes na área urbana de Porto Velho O Serviço Geológico do Brasil é responsável pela elaboração de pareceres técnicos de reconhecimento dessas áreas, visando a redução geral das perdas humanas e materiais em eventos extremos. Os problemas encontrados são diretamente relacionados com o uso e ocupação do território sem o devido ordenamento, sendo necessária como medidas de mitigação intervenções de infraestrutura e até mesmo a retirada da população residente nestas áreas.

“A importância desse trabalho está relacionado com a questão de segurança e saúde da população, além da questão territorial e ambiental, a fim de se fazer a remoção para recomposição da área com vegetação nativa”, destacou o pesquisador em geociências da Superintendência Regional do Pará, Lenilson Queiroz.

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