Terça-feira, 17 de setembro de 2019

CPRM e ASGMI assinam acordo para elaboração do Mapa Hidrogeológico da América do Sul

 Oscar Paredes presidente da ASGMI e o Diretor-presidente da CPRM Esteves Colnago assinaram o acordo interinstitucional
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) assume mais um desafio vinculado à missão de gerar e disseminar o conhecimento geocientífico. Nos próximos três anos, a Divisão de Hidrogeologia e Exploração da CPRM, chefiada pelo pesquisador em Geociências João Diniz, coordenará a equipe de trabalho para o desenvolvimento do Mapa Hidrogeológico da América do Sul na escala 1:5 000 000. Alcides Aguirre do Serviço Geológico Colombiano (SGC) e Javier Techera da Direção Nacional de Mineração e Geologia (DINMIGE) do Uruguai assumirão as tarefas de coordenação adjunta.

Aguirre faz parte da Coordenação de Exploração de Águas Subterrâneas da Direção de Geociências Básicas do SGC e será responsável pela região Andina. Já Techera integra a Divisão de Cartografia e Banco de Dados da DINMIGE e será responsável pela área da Plataforma Sul-Americana. O Serviço Geológico Argentino (SEGEMAR) apoiará a DINMIGE nas atividades de coordenação. Fluquer Peña do Instituto Geológico, Mineração e Metalurgia do Peru (INGEMMET) e Luis López Vergara do Serviço Nacional de Geologia e Mineração do Chile (SERNAGEOMIN) também se ofereceram para auxiliar de forma ativa na realização do mapa. Ficou definido ainda que Jorge Gómez Tapias do SGC desempenhará atividades de assessoramento para a formação do mapa no que diz respeito à harmonização das unidades e à consistência da informação digital.

O diretor do Instituto Geológico y Minero de España (IGME), Juan Valsero, frisou durante o Seminário Internacional de Hidrogeologia que os países possuem a oportunidade de elaborar um dos melhores produtos cartográficos do mundo nesta área de atuação. O Mapa Geológico da América do Sul na escala 1:5 000 000 será utilizado como base para representação das unidades hidroestratigráficas a serem retratadas no mapa hidrogeológico.

 Maria Glicia da Nóbrega Coutinho, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, durante assinatura do acordo
Segundo Vicente Galbadón, secretário geral da Associação dos Serviços de Geologia e Mineração Ibero-americanos (ASGMI), os representantes dos países membros da Associação estabeleceram um cronograma com as seguintes datas para desenvolvimento:

● De abril a maio de 2020: recebimento de dados de caráter hidrogeológico. Início das atividades de harmonização e simplificação do Mapa Geológico para sua adequação aos mapas hidroestratigráficos. Incorporação dos dados hidrogeológicos e elaboração de um primeiro rascunho do mapa hidrogeológico.

● De abril a maio de 2021: reunião presencial do grupo de trabalho. Análises, identificação e correção do rascunho do mapa e da informação complementar do próprio (bases de dados associados). Início dos trabalhos para elaboração de um novo rascunho de caráter quase definitivo. Solicitação de dados a outras instituições, caso seja necessário, e integração deles. Início dos trabalhos de redação dos textos explicativos do Mapa Hidrogeológico.

● De abril a maio de 2022: apresentação do rascunho do Mapa Hidrogeológico para revisão final e difusão provisória.

● De abril a maio de 2023: finalização do projeto. Edição digital e publicação em papel do mapa, além de divulgação mundial dele em congressos internacionais.

Ainda de acordo com Gabaldón, o grupo de trabalho deverá se reunir por intermédio de videoconferências mensalmente, para a eficaz coordenação e avanço dos trabalhos.

 Os documentos também foram assinados pelo secretário geral da ASGMI, Vicente Galbadón
Todas estas decisões foram tomadas após uma semana de apresentações e debates sobre as questões hidrogeológicas de cada país durante o Seminário Internacional de Hidrogeologia e Cartografia Hidrogeológica. Evento sediado pela CPRM em conjunto com a ASGMI entre os dias 10 e 14 de setembro. Sendo possível assim de, forma conjunta, estabelecer os parâmetros para elaboração do mapa, haja vista sua importância para a região da América do Sul, por conta da grande quantidade de aquíferos, águas subterrâneas e todos os recursos naturais que são de grande valia para a população.

O diretor-geral do Serviço Geológico Colombiano e presidente da ASGMI, Oscar Paredes Zapata, ressaltou que será um grande trabalho, mas que trará benefícios imensuráveis. “É um esforço de grande conhecimento científico, não apenas para as regiões que fazem parte da ASGMI, mas sim para o restante do mundo”, afirma. “A coordenação geral será feita pela CPRM por se tratar de uma empresa líder em conhecimento e pesquisa”, finaliza Gabaldón.

Durante a solenidade de encerramento, ASGMI e CPRM assinaram um acordo interinstitucional para a transferência da base de dados do Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS) aos Serviços Geológicos membros da ASGMI que o solicitem.

Pedro Henrique Santos
Gabriella Arraes
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil (CPRM)
pedro.pereira@cprm.gov.br
gabriella.arraes@cprm.gov.br
(21) 2295-4641
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