Segunda-feira, 15 de abril de 2019

CPRM divulga avaliação preliminar do potencial para depósitos de Urânio no Brasil com base em integração de dados

Hugo José de Oliveira Polo, Joao Larizzatti e Francisco Valdir Silveira na sessão pôster do IV Simpósio Brasileiro de Metalogenia O trabalho Avaliação Preliminar do Potencial para Depósitos de Urânio no Brasil, com Base em Integração de Dados do GeoSGB foi apresentado pelo pesquisador do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) Hugo José de Oliveira Polo no IV Simpósio Brasileiro de Metalogenia, dia 08/04, em Gramado. A pesquisa busca aprimorar o estudo de depósitos de urânio magmático hidrotermal para todo o território brasileiro a partir de mapas de favorabilidade e indicar possíveis alvos. Atualmente, o Brasil detém a sétima maior reserva de urânio convencional do mundo com cerca de 310.000 toneladas de U3O8, associadas a diversas litologias. No entanto, o potencial das reservas de urânio do país é ainda maior, visto que somente 30% do território foi prospectado sistematicamente.

Conforme explica o pesquisador, o estudo é uma abordagem inicial para pesquisa de urânio, que pode ser de grande importância para o Brasil nos próximos anos. O mapa de favorabilidade apresentado é uma primeira abordagem na escala continental. Além das ocorrências conhecidas, destaca como favoráveis áreas onde não há ocorrências de urânio conhecidas, como por exemplo: a Província Rondônia Juruena no Nordeste do Mato Grosso, os corpos graníticos paleoproterozoicos dos domínios Carajás, Rio Maria, Iriri- Xingu, e Bacajá, no Pará e os granitos neoproterozoicos da Faixa Araçuai. “Esse trabalho representa a abordagem inicial para a obtenção dessas informações. A partir dessa abordagem inicial podem ser desenvolvidos produtos mais detalhado para as áreas mais favoráveis à mineralização”, apontou.

Ele destaca ainda que Serviço Geológico do Brasil pode contribuir de forma determinante para alcançar os objetivos da Política Nuclear Brasileira (Decreto Presidencial no 9.600/2018) fornecendo informações pertinentes à gestão estratégica, especialmente do ponto de vista do reconhecimento de áreas favoráveis para a exploração mineral e da correta estimativa do volume de recursos de minérios nucleares não descobertos. Foi utilizada metodologia de integração de dados comum a outros projetos da CPRM para apresentar avaliação inicial para um possível novo projeto para a empresa.

Janis Morais
Assessoria de Comunicação
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