Sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Atlas das Rochas Ornamentais do Nordeste são apresentadas em evento com o Crea-PE

O Nordeste possui uma cultura já devidamente apropriada no segmento de rochas ornamentais, com propensão a valorizar e ampliar suas reservas, o que constitui uma oportunidade estratégica de desenvolvimento

As rochas ornamentais são materiais rochosos naturais que passam por beneficiamento e são comercializados no Brasil e exterior. Para explicar a importância desse material para o país, a geóloga Maria Angélica Batista Lima, do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), foi convidada para representar a instituição no Terça no Crea, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE). O assunto foi a apresentação do Atlas das Rochas Ornamentais no Nordeste.

A palestrante ressaltou algumas das mais valiosas rochas exóticas ou granitos - como são chamadas - de cada um dos estados, destacando o fato de que Pernambuco produz rochas das mais comercializadas, além do Rio Grande do Norte, que é reconhecido pala qualidade das suas rochas. Maria Angélica afirmou que o trabalho do Atlas incluiu a realização dos ensaios tecnológicos que servem para nortear qualquer trabalho de uso e de manutenção dos minerais. A geóloga deu como exemplo a caracterização da rocha que, quanto mais porosa, mais água ira deter, e, portanto, não tem indicação para uso em ambientes umedecidos.

Maria Angélica disse, ainda, que o minucioso trabalho de caracterização das rochas é definitivo para a indicação do uso dos minerais com base no que é determinado pelos ensaios tecnológicos, podendo diferenciar as que podem ser usadas em revestimentos, pisos e acabamentos das obras da construção civil.

A geóloga acrescentou que a tecnologia usada tem a capacidade de estabelecer a espessura e a flexão da rocha, dado importante para engenheiros, arquitetos e calculistas que têm a responsabilidade de indicar os revestimentos, pisos e acabamentos para grandes prédios.

Maria Angélica durante evento do Crea-PE Em relação à importância do setor para os investimentos e crescimento financeiro, Maria Angélica confessou que, apesar da retração comercial do setor, em 2019 já havia sinais de crescimento ainda que tímidos no Brasil e houve um bilhão de dólares no faturamento com exportações, que cresceram 2,6% em relação ao ano de 2018.
“Exportamos nossas rochas para países como Estados unidos, China, Itália, México e Reino Unido, mas não paramos por aí. As rochas brasileiras são conceituadas como de grande qualidade e, por isso, são exportadas para 125 países do mundo”, destacou a geóloga.

Quanto à forma de comercialização, Maria Angélica disse que países como China e Itália importaram rochas em blocos, fazem os beneficiamentos e revendem para outros países, tirando do Brasil a condição de vender suas rochas com maior valor agregado. Ela ressaltou que a pandemia foi responsável pela mudança de todo quadro ligado à indústria e ao comércio no mundo inteiro e que aguarda a retomada contínua, mesmo que lenta.

A palestrante mostrou informações relativas aos números alcançados no mercado, considerando negócios nacionais e internacionais, e ressaltou a excelência da riqueza geológica do Brasil, especialmente no que se refere as rochas. Com os volumes alcançados em 2019, as exportações chegaram à marca de US$ 1 bilhão, US$ 987 milhões de saldo na balança comercial, US$ 5 bilhões de faturamento do arranjo (2015); 10 mil empresas no arranjo, 120 mil empregos diretos e mais de 1.200 variedades de rochas. "Isso mostra quanto o nosso mercado é significativo e importante para os interesses econômicos", concluiu Maria Angélica.



Letícia Peixoto
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
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