Segunda-feira, 02 de dezembro de 2019

Aquífero Pirabas é objeto de estudo em apresentação no Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Manoel Imbiriba apresentou seu trabalho de mestrado na sessão pôster do Simpósio O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) esteve presente, com equipe de 30 pesquisadores, no XXIII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos (RSBH), entre 24 e 28 de novembro. Durante o evento, que reuniu mais de 1.500 pessoas em Foz do Iguaçu (PR), foram apresentados pesquisas e projetos, como os de Manoel Imbiriba Júnior, pesquisador em geociências da CPRM, que produziu a expôs o trabalho de “caracterização Hidrogeoquímica do Sistema Aquífero Pirabas, no município de Salinópolis, estado do Pará”. O sistema aquífero Pirabas representa um dos mais importantes reservatórios de água subterrânea da região equatorial norte do Brasil.

Os estudos hidrogeoquímicos foram realizados em amostras de águas do sistema aquífero Pirabas Inferior e Pirabas Superior nos poços profundos localizados no municípío de Salinópolis no nordeste do Pará, objetivando a caracterização química desses sistemas.

Foram realizadas quatro campanhas de amostragem: três no período seco (dezembro) dos anos 2016, 2017 e 2018, e uma amostragem no período chuvoso de 2017. A classificação nos diagramas de Piper, Stiff e Schoeller, enquadraram o sistema aquífero Pirabas Inferior como sódico bicarbonatado, com águas de provável origem marinha e inseridas no aquífero através de condutos característicos de aquíferos cársticos através das rochas calcárias da Formação Pirabas que afloram por todo o litoral.

O sistema aquífero Pirabas Superior como cálcica bicarbonatada pela relação da fonte carbonática dos calcários da Formação Pirabas. Houve mistura de água entre as rochas da Formação Barreiras e da Formação Pirabas na parte superior, tendo em vista a classificação cálcica mista da água do poço Guaxini Pentágono.

Além da importância hidrogeológica, este aquífero representa uma das melhores possibilidades de captação de água a baixo custo, de qualidade e a curto prazo. A implementação sistemática de poços de captação de água desse reservatório, dentro do quadro nada satisfatório quanto ao planejamento, gestão e operação do saneamento básico é de extrema necessidade. O município também carece de investimentos na ampliação, modernização e principalmente no abastecimento de água para os munícipes e veranistas.

O levantamento de dados foi obtido por cadastramento de poços, levantamento altimétrico, coleta de amostras de água e analise in loco, e análise hidroquimica laboratorial das águas.

Para a coleta das amostras de água e análise in loco foi utilizado o método LOW-FLOW (baixa vazão) para coleta de água, com bomba tipo bexiga; análise in loco por meio de célula de fluxo e aparelho de medição Modelo HACH para os parâmetros físico-químicos (temperatura, pH, condutividade elétrica, Eh).

O sistema aquífero Pirabas Inferior tem sua representação relacionada aos poços com seções filtrantes abaixo da camada de argila de trinta a quarenta metros de espessura, e corresponde a todos os poços em bombeamento da COSANPA: treze poços coletados no período chuvoso de 2017 (abril e junho) e quatorze poços coletados no período seco de 2017 (dezembro).

O sistema aquífero Pirabas Superior está relacionado aos três poços pertencentes a RIMAS-BE, onde as coletas foram realizadas nas seções filtrantes posicionadas acima da camada de argila (de trinta a quarenta metros), no período seco (mês de dezembro) do anos de 2016, 2017 e 2018.
Os valores de pH variaram, na determinação in loco, de 7,3 a 8, apresentando uma média de 7,75 no período chuvoso, e variação de 7 a 8,42 com média de 7,97 para o período seco. A diferença do pH entre os períodos analisados ficou na faixa das duas casas decimais. O sistema aquífero Pirabas apresentou pH acima da neutralidade.


Os estudos hidrogeoquímicos do sistema aquífero Pirabas na cidade definiram uma subdivisão em sistema aquífero Pirabas Inferior e sistema aquífero Pirabas Superior. Compreende rochas de idade miocênica da Formação Pirabas nos dois sistemas definidos, intercaladas com camadas argilosas que servem de selante, dando um caráter confinado a semi-confinado.

Acima estão as rochas da Formação Barreiras e Sedimentos Pós Barreiras e abaixo rochas graníticas do embasamento cristalino.
Através das análises químicas nos diagramas de Piper, Stiff e Schoeller, o sistema aquífero Pirabas Inferior foi classificado como sódico bicarbonatado, com águas que podem ter origem marinha provalmente inseridas no aquífero através de condutos característicos de aquíferos cársticos através das rochas calcáreas da Formação Pirabas que afloram por todo o litoral, e o sistema aquífero Pirabas Superior como cálcica bicarbonatada pela relação da fonte carbonática dos calcários da Formação Pirabas. Houve mistura de água entre as rochas da Formação Barreiras e da Formação Pirabas na parte superior, tendo em vista a classificação mista bicarbonatada da água do poço Guaxini Pentágono.

Para acessar a metodologia completa, clique aqui

Assista à apresentação do geólogo Manoel Imbiriba no Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos:



Letícia Peixoto
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
asscomdf@cprm.gov.br
leticia.peixoto@cprm.gov.br
(61) 2108-8400


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