Projeto Levantamento Geoquímico de Baixa Densidade no Brasil

A partir de 2008, a CPRM iniciou o mapeamento geoquímico sistemático com a execução do Projeto Levantamento Geoquímico de Baixa Densidade no Brasil. O projeto foi realizado segundo os critérios e padrões do Mapeamento Geoquímico Internacional, estabelecidos pelos Projetos IGCP 259 (International Geochemical Mapping) e IGCP 360 (Global Geochemical Baselines), além de patrocinados pela UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization), IUGS (International Union of Geological Sciences), IAGC (International Association of Geochemistry and Cosmochemistry), AEG (Association of Exploration Geochemists) e IAEA (International Atomic Energy Agency).

No período de 2008 a 2015, foram concluídos os levantamentos geoquímicos nos estados de Roraima, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Estão em execução nos estados do Pará, Bahia e Goiás. Foram coletadas no total 41.487 amostras de água fluvial e de abastecimento público, sedimentos ativos de corrente e solos, em área de aproximadamente 4.211.796 km², correspondendo a quase 40% do território brasileiro.

Durante o XVI Congresso Brasileiro de Geoquímica, em agosto de 2017, na cidade de Búzios, Rio de Janeiro, houve o lançamento de três Atlas Geoquímicos: do Estado do Ceará, da Bacia do Rio Doce (Minas Gerais e Espírito Santo) e da Bacia do Rio Subaé (Bahia).


Objetivos
Os principais objetivos do projeto são promover o conhecimento da distribuição dos elementos traço e compostos inorgânicos na superfície de todo o território brasileiro, fornecendo subsídios às outras ciências relacionadas ao setor mineral (prospecção e metalogenia), ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, como: saúde humana e animal, agricultura e planejamento do uso da terra.


Metodologia
O projeto se baseia na amostragem de materiais de drenagem (sedimentos ativos de corrente e água), dos solos e da água utilizada para abastecimento humano, coletada antes do tratamento convencional nas estações de tratamento (ETAs).

As amostras de materiais de drenagens representam bacias de captação com área entre 100 e 200 km², enquanto as amostras de solos representam uma área de 750 km² (uma amostra por Folha 1:50.000).

Os produtos finais do projeto são atlas geoquímicos estaduais e de bacias hidrográficas importantes - como, por exemplo, a do Rio Doce e a do São Francisco - e disponibilização dos dados analíticos na base geoquímica do GeoSGB.


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