Monitoramento Ambiental - Recuperação de Áreas Degradadas por Carvão na Bacia Carbonífera de Santa Catarina

O processo de reabilitação de uma determinada área degradada envolve não só a implementação de medidas que venham a melhorar as condições do local debilitado, mas também o acompanhamento ou monitoramento das medidas propostas visando a compreensão da evolução do processo de reabilitação do local. O acompanhamento deverá comprovar que as medidas projetadas foram implantadas conforme o planejamento inicial e apresentam as eficiências desejadas.

Dada à importância que o programa de monitoramento assume como parte indissociável no sucesso do projeto de reabilitação, algumas atividades deste iniciam com a instalação das obras e tem continuidade até que a área atinja um nível de estabilidade capaz de sustentar a reabilitação (atualmente o período mínimo recomendado é de 60 meses).

O Plano de Monitoramento Ambiental realizado nas áreas de responsabilidade da união é composto basicamente pelo monitoramento das águas superficiais e subterrâneas, do solo construído, da vegetação introduzida e da regeneração natural, da fauna e o Projeto de Educação Ambiental da Bacia Carbonífera.

As atividades executadas para o monitoramento ambiental da água superficial (Figura 1; pontos amostrados em rios, lagoas e bocas de mina) e subterrânea (Figura 2; poços de monitoramento) possuem periodicidade semestral. Os parâmetros analisados são pH, eH, condutividade, OD, temperatura e vazão (Figura 3 e 4), carga de acidez, alcalinidade, sulfato, Na, K, Ca, Fe, Al, Mn, Cr, Pb, As, Mg, Cu, Cd e Hg.

 Figura 1 – Monitoramento de água superficial na Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga com sonda multiparâmetros Fonte: Acervo Núcleo de Apoio Técnico de Criciúma (NUMA) / SUREG-PA.  Figura 2 – Monitoramento de água subterrânea em poços de monitoramento ambiental. Fonte: Acervo Núcleo de Apoio Técnico de Criciúma (NUMA) / SUREG-PA.  Figura 3 - Medição de vazão de afluente da Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga com o equipamento Flow Tracker. Fonte: Acervo Núcleo de Apoio Técnico de Criciúma (NUMA) / SUREG-PA.  Figura 4 – Medição de vazão de rio da Bacia Hidrográfica do Urussanga com o equipamento M9. Fonte: Acervo Núcleo de Apoio Técnico de Criciúma (NUMA) / SUREG-PA.

O plano de monitoramento do solo construído compreende o monitoramento dos parâmetros químicos e físicos do solo em campanhas semestrais. Sendo que os parâmetros químicos analisados são pH, textura, índice SMP, matéria orgânica, P, K, Mg, Ca, Fe, Na, H + Al e pH – CaCl2. Também é realizada a observação e caracterização de feições erosivas.

O monitoramento da vegetação tem por objetivo, acompanhar o desenvolvimento das espécies introduzidas e daquelas originárias da regeneração natural. Realizado através de estudos florísticos (métodos qualitativos) e fitossociológicos (métodos quantitativos) com periodicidade semestral.

O monitoramento do retorno da fauna nas áreas abrange estudos relacionados principalmente à ornitofauna, ictiofauna, mastofauna e herpetofauna. Para o desenvolvimento das atividades de monitoramento da fauna nas áreas em processo de reabilitação são realizadas campanhas semestrais, contemplando-se dois ciclos ou períodos estacionais.

O Projeto de Educação Ambiental (PEA) da Bacia Carbonífera de Santa Catarina - BCSC supre demandas do Plano de Monitoramento Ambiental referente ao Projeto de Recuperação das Áreas Degradadas por Carvão das áreas da Treviso S.A. e CBCA. O principal objetivo do Projeto de Educação Ambiental (PEA) é apresentar o Serviço Geológico do Brasil para a comunidade da BCSC, priorizando a comunidade escolar, e informar sobre o andamento das ações de recuperação ambiental.

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