Excursão Virtual
Ponto 01:
PARQUE ESTADUAL DO ITACOLOMI


É uma Unidade de Conservação administrada pela Fundação Educativa de Ouro Preto (EOP) em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF/MG).

Está inserido em uma região de transição entre dois biomas: Cerrado e Mata Atlântica. Cerca de 60% da área do Parque é formada por campos de altitude. O restante é de florestas remanescentes da Mata Atlântica. De sua vegetação arbórea destaca-se: peroba parda, candeia, canela, copaíba, braúna, jatobá, jacarandá preto, pau-de-tucano, quaresmeiras, etc. As principais espécies de porte herbáceo são: begônias, bromélias, arnica, canela de ema, sempre vivas, antúrios e orquídeas. Há, ainda, uma espécie de orquídea (Habenaria itacolunia) que havia sido considerada extinta e só ocorre na área campestre do Parque.

Foi na região do Parque do Itacolomi que os bandeirantes descobriram, no córrego do Tripuí, pedras escuras e pesadas que depois se revelariam ouro nativo. Para voltarem ao lugar onde estavam as pedras, o marco foi o Pico do Itacolomi. Durante alguns anos, várias bandeiras procuraram o pico. Em fins de junho de 1698, a bandeira do português Antônio Dias avistou o Itacolomi, e iniciou a colonização da região que seria, mais tarde, Ouro Preto.

O Parque do Itacolomi oferece Centro de Visitantes localizado a 5km da portaria através de estrada de terra. A visitação é guiada, tanto na parte histórica quanto nas trilhas e expedições, por monitores de nível médio e superior.

Atrativos histórico-culturais: área da Fazenda São José do Manso

● Casa Bandeirista: sede da antiga Fazenda São José do Manso, a Casa bandeirista foi construída em 1706, para cobrança do quinto, vigilância e defesa das minas de Ouro Preto, tendo sido, possivelmente, a primeira edificação pública de Minas Gerais. A casa, ainda, é a mesma dos tempos coloniais. Grossas paredes e alicerces de pedra, tendo uma varanda à entrada. Hoje reassume seu caráter de edifício público onde os visitantes e pesquisadores podem se informar sobre as riquezas do Parque e melhor conhecer sobre a história e cultura de Minas Gerais. Por sua importância histórica, a sede da Fazenda do Manso teve seu tombamento homologado em agosto de 1998.

● Museu do Chá: em Ouro Preto houve cultura do chá (thea sinensis) durante a primeira metade do séc. XX. O município preenche os requisitos técnicos para o desenvolvimento do chá, em função de sua altitude e regime pluviométrico. O chá Edelweiss era de excelente qualidade e parte da produção exportada para a Alemanha. A máquina de enrolar, a máquina quebra-bola, a estufa e a peneira classificadora podem ser visitadas no Museu do Chá.

● Capela São José do Manso: construída em data desconhecida, abriga imagens de artistas ouro-pretanos.

Trilhas interpretativas

● Trilha do Forno: tem a água (nascentes) como tema principal e apresenta 1560m de extensão.

● Trilha da Capela: tem a sucessão ecológica após a ação antrópica como tema principal e apresenta 1270m de extensão.

● Trilha da lagoa: destinada principalmente ao público infantil ou a pessoas idosas com dificuldade de locomoção e apresenta 470m de extensão.

Veja também:
www.ief.mg.gov.br
www.ibama.gov.br