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.COLUNA WHITE - Excursão virtual pela Serra do Rio do Rastro - SC

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 FORMAÇÃO RIO DO RASTO

       
            White (1908) utiliza pela primeira vez o termo Rio do Rasto para uma sucessão de camadas vermelhas, expostas nas cabeceiras do rio do Rastro, situado ao longo da estrada Lauro Müller - São Joaquim, em Santa Catarina, como a seção padrão desta formação. Gordon Jr. (1947) elevou o Rio do Rasto à categoria de Formação, dividindo-a em dois membros, o inferior, denominado Serrinha, e o superior, Morro Pelado, conceito atualmente utilizado pela maioria dos autores.

          O Membro Serrinha é constituído por arenitos finos, bem selecionados, intercalados com siltitos e argilitos cinza-esverdeados, amarronados, bordôs e avermelhados, podendo localmente conter lentes ou horizontes de calcário margoso. Os arenitos e siltitos possuem laminação cruzada, ondulada, "climbing" e "flaser", sendo, às vezes, maciços. As camadas síltico-argilosas mostram laminação plano-paralela, "wavy" e "linsen". Os siltitos e argilitos exibem desagregação esferoidal bastante desenvolvida, a qual serve como um critério para a identificação desta unidade. Schneider et al. (1974) referem que as litoligas deste membro resultaram de avanços progradacionais de clásticos de planícies de marés, caracterizando um ambiente de transição entre os depósitos de águas rasas da Formação Teresina e os continentais do Membro Pelado. Aboarrage & Lopes (1986) atribuem um ambiente marinho transicional para a deposição deste membro. As cores progressivamente mais avermelhadas do Serrinha indicam, claramente, condições ambientais mais oxidantes da base para o topo da unidade.

          O Membro Morro Pelado é constituído por lentes de arenitos finos, avermelhados, intercalados em siltitos e argilitos arroxeados. O conjunto mostra também cores em tonalidades verdes, chocolate, amareladas e esbranquiçadas. Suas principais estruturas sedimentares são a estratificação cruzada acanalada, laminação plano-paralela, cruzada, e de corte e preenchimento. As camadas apresentam geometria sigmoidal ou tabular. O ambiente deposicional deste membro é considerado por Schneider et al. (1974), como estritamente continental, com sedimentos de lagos e planícies aluviais sendo recobertos por dunas de areia sob condições climáticas áridas. Aboarrage & Lopes (1986) consideram este membro como depositado em ambiente flúvio-deltáico.

           A deposição da Formação Rio do Rasto é atribuída inicialmente a um ambiente marinho raso (supra a infra-maré) que transiciona para depósitos de planície costeira (Membro Serrinha) e passando posteriormente à implantação de uma sedimentação flúvio-deltaica (Membro Morro Pelado).

        A Formação Rio do Rasto apresenta contato por discordância erosiva com a Formação Botucatu que lhe é sobrejacente e transicional com a Formação Teresina, que lhe é subjacente. O contato entre os seus Membros Serrinha e Morro Pelado é concordante e gradacional.

          O conteúdo fossilífero desta formação é representado, principalmente, por pelecípodes, conchostráceos, palinomorfos, restos de plantas e pelo anfíbio Labirintodonte. Impressões de folhas e caules foram descritas por Bortoluzzi (1975), que identificou os espécimes "Dichophyllites" e "Paracalamites", e por Klepzig (1978), que descreveu "Schizoneura", "Paracalamites", "Dizeugotheca", "Pecopteris", "Neoggerathiopsis" e "Glossopteris". White (1908) cita a presença de Scaphonix nos sedimentos do Rio do Rasto, descoberto pelo Dr. Jango Fischer em 1902 na localidade de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul. Estes fósseis permitem posicionar esta formação entre o Permiano Superior (topo do andar Tatariano) e o Triássico esta formação entre o Permiano Superior (topo do andar Tatariano) e o Triássico Inferior (andar Anisiano).

(Fonte da informação: Castro et al. - 1994 e Krebs - 2002)

Roteiro

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