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No
Brasil, não existe nenhum vulcanismo ativo, mesmo em tempos
geologicamente recentes. O território nacional não foi afetado por
nenhuma atividade vulcânica durante os últimos 80 milhões de
anos.
O vulcanismo mais recente foi o responsável pela formação
de diversas ilhas do Atlântico brasileiro, como Fernando de
Noronha, Trindade e Abrolhos.
No
fim da era Mesozóica, o Brasil foi afetado por atividades vulcânicas
de caráter alcalino-sódico, com ampla distribuição. São
representantes deste vulcanismo as intrusões alcalinas de Lajes
(SC), Poços de Caldas (MG), Jacupiranga (SP), Araxá (MG) e
Itatiaia (RJ). Ainda na era Mesozóica, no período Cretáceo, a América
do Sul, em especial o Brasil, foi palco de uma das maiore atividades
vulcânicas do tipo fissural que se conhece no planeta. Todo o sul
do país, incluindo áreas do Uruguai, Argentina e Paraguai, foi
atingido por este super vulcanismo, que abrangeu mais de um milhão
de quilômetros quadrados e que constituiu um dos maiores episódios
geológicos de todos os tempos.
As rochas vulcânicas que integram
este extenso conjunto de derrames estão agrupadas geologicamente
sob a denominação de Formação Serra
Geral. Próximo à cidade de Torres, no Rio Grande do
Sul, o conjunto de derrames atinge aproximadamente 1.000 metros de
espessura. A sondagem realizada pela PETROBRÁS em 1958 em
Presidente Epitácio - SP atravessou mais de 1.500 metros de rochas
vulcânicas, mostrando a pujança deste episódio vulcânico. Este
vulcanismo está diretamente ligado à separação da América do
Sul e África, durante a ruptura do supercontinente Gondwana no período
Cretáceo (para obter mais informações sobre o vulcanismo no Brasil, consulte o
site http://www.vulcanoticias.hpg.ig.com.br/brasil.html)
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Estrutura
circular da caldeira do complexo vulcânico de Poços de
Caldas (MG),
mostrando ainda, à esquerda, a borda da Bacia do
Paraná (Imagem do satélite
Landsat, canal 7 – INPE, 1975, In: Schobbenhaus et al., 1984 |
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