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Nas paredes do Cânion Fortaleza podem ser identificados 13
derrames de composição ácida (riolíticos), com limites
perfeitamente tabulares e espessuras que variam entre 15 a 55
metros, com espessura média em torno de 25 metros. O limite entre
derrames é ressaltado pela presença de horizontes vesiculares
junto ao topo e disjunção tabular centimétrica junto a base de
cada derrame, o que possibilita um maior aporte de água e o
desenvolvimento de um perfil de alteração mais acentuado,
possibilitando a instalação de uma vegetação arbustiva mais
densa ao longo da linha de contato e o surgimento de quebras de
relevo, especialmente nos horizontes superiores, entre derrames.
A base do cânion está instalada sobre uma intercalação de
derrames ácidos e básicos, passando para um pacote
essencialmente de basaltos pertencentes à Fácies
Gramado. Esta diferença composicional também esta
caracterizada na transição geomorfológica entre a região do
planalto dos Campos de Cima da Serra (Campos Gerais) e os
Patamares da Serra Geral, onde predominam basaltos até o limite
inferior onde afloram os sedimentos da Formação
Botucatu já a uma cota inferior aos 100 metros.
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