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O
cânion do Itaimbezinho é um excelente exemplo da influência
da tectônica sobre a morfologia destes penhascos. Como se
pode observar na foto ao lado, a porção maior do cânion foi
influencia pelas fraturas de direção N30-40oO,
e a sua parte final pelas fraturas de direção N65-75oE
.
Já
nas eras geológicas denominadas Terciário e
Quaternário, os
sedimentos que provinham da erosão da escarpa da Serra Geral
foram depositados no fundo do Oceano Atlântico, formando
espessos pacotes sedimentares na plataforma continental. O
mar entrava e recuava no continente, através de transgressões
e regressões alternadas, modelando progressivamente o litoral
do Rio Grande do Sul e Santa Catarina até o seu estágio
atual. Foi nesta era que uma grande barreira marinha formou-se
no litoral destes estados, aprisionando um grande volume de água
salgada, que posteriormente deu origem a um colar de lagoas e
lagunas que se distribuem por todo litoral do Rio Grande do
Sul e parte de Santa Catarina, chegando à sua forma atual.
Como sabemos, os processos geológicos são dinâmicos e mutáveis
ao longo do tempo, e por isto a costa atlântica continua numa
lenta e progressiva sucessão de modificações, só perceptíveis
após longos períodos geológicos.
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