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Cartoon
mostrando o adelgaçamento de crosta e separação de massas
continentais a partir de um hot spot, (adaptado
a partir de Topinka, USGS/CVO, (Clique na imagem para mais
detalhes)
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Esta
fragmentação foi acompanhada de um amplo soerguimento de
toda a borda leste do recém criado continente da América do
Sul e da borda oeste da África, fazendo com que os derrames
vulcânicos, e as rochas colocadas abaixo, fossem elevadas
topograficamente, formando o que posteriormente denominou-se
de Serra Geral e Serra do Mar, no continente sul americano.
Na
continuação do processo, a América do Sul foi
progressivamente separando-se da África e a América do Norte
da Europa, dando origem ao Oceano Atlântico e à Cadeia
Mesoceânica, formada por derrames vulcânicos submarinos. A
semelhança entre a costa do Brasil e da África fez com que,
em 1912, Alfred Wegener
elaborasse a teoria
da deriva continental comprovando,
através de
evidências geológicas e paleontológicas, que a África, a
América do Sul, a Austrália e a Índia faziam parte de um
supercontintente denominado como Gondwana.
A
fachada atlântica, do litoral dos estados do Rio Grande do
Sul e Santa Catarina, tem sua história a partir do Cretáceo,
período durante o qual, conforme o Oceano Atlântico ia
aumentando de tamanho e a Cadeia Mesoceânica se
consubstanciando, potentes falhamentos paralelos a costa
faziam com que enorme pedaços da recém formada escarpa da
Serra Geral afundassem nas águas do Oceano Atlântico. Este
processo de falhamentos escalonados em forma de escada, onde
os degraus descem em direção ao mar, é o responsável pela
existência de restos da escarpa original em diversas cotas
topográficas. A associação entre a tectônica e os
processos de erosão e flutuações do nível do mar que
ocorreram posteriormente são os responsáveis pela atual distância
entre os contrafortes da Serra Geral e as zonas de praias do
Oceano Atlântico.
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Uma vez formada a escarpa da Serra Geral, as diferenças
de composição entre derrames de basalto e
riolito, as
distintas velocidades de alteração, os profundos
fraturamentos existentes e a atuação dos processos de erosão
fluvial através dos tempos, foram lentamente esculpindo a
paisagem, resultando na atual morfologia dos Aparados da Serra
com seus cânions.
Fator preponderante no desenvolvimento dos cânions é o
tectônico, onde a orientação dos principais cânions
coincide com as principais direções de fraturas existentes
nas rochas vulcânicas da região. Como estas falhas
geológicas são zonas de franqueza, onde existe uma maior
percolação de água, normalmente controlam a localização
dos cursos de água e facilitam a erosão vertical, admite-se
que estas fendas tenham exercido um importante papel na
formação e localização destas estruturas.
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Morros
testemunho de basaltos nas praias da Cal e das Guaritas
no Rio Grande do Sul, posicionada no extremo leste da
Bacia do Paraná e o ponto mais próximo de sua
extensão na Bacia de Etendeka.
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