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Para
uma melhor compreensão geral de como se formou este
escarpamento da Serra Geral e os grandes cânions a ele
associados, é importante voltarmos cerca de 225 milhões de
anos atrás, ao período geológico denominado Permiano,
quando os atuais continentes ainda estavam unidos e formavam
um supercontinente denominado PANGEA, que mais tarde viria a
se subdividir em dois grandes blocos denominados como EURÁSIA
e GONDWANA.
Com o avançar do
tempo desenvolveu-se, na borda do supercontinente gondwânico
recém formado, um mar intracontinental que evoluiu para uma
vasta bacia
sedimentar, com mais de 1.500.000 km2,
geologicamente conhecida como Bacia
Sedimentar do Paraná.
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Esta Bacia abrange, na América do Sul, os estados do Rio Grande do
Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso
do Sul, Goiás e Minas Gerais, estendendo seus limites para fora do
Brasil e abrangendo parte do Uruguai, Argentina e Paraguai, e a
Bacia de Etendeka, posicionada no Oeste do continente Africano,
ocupando parte da Namíbia. Recobrindo o espesso pacote de rochas
sedimentares que formam a estrutura central da bacia, ocorre um
conjunto de rochas
vulcânicas, com espessura de até 1500 metros,
que chegaram à superfície através de profundas fendas geológicas
e derramaram formando extensos lagos de lava. Estas lavas são
provenientes de magmas formados no manto, que ascenderam na crosta
por um processo de aquecimento provocado por pontos
quentes. Estas zonas de aquecimento, ou hot
spots, são provocadas pela existência de um sistema de convecção
do manto gerado pelas diferenças de temperatura existentes entre o
manto aquecido, que tende a subir, e a base da crosta, fria, que
tende a descer. Este modelo de convecção é a base das movimentações
das placas
tectônicas, que arrastam os continentes que estão na
superfície, como gigantescos icebergs.
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