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As mineralizações de ametista e ágata ocorrem na zona vesicular dos derrames vulcânicos, aparecendo como minerais secundários preenchendo cavidades irregulares denominadas de geodos. Estes geodos representam bolhas de gás aprisionadas no topo dos derrames durante o processo de resfriamento rápido da
lava. Normalmente são preenchidos por cristais de ametista, ágata, quartzo branco e/ou rosa, onix, jasper, calcita, apofilita, zeolita, opala, gipsita e barita.
As principais áreas de explotação situam-se no estado do Rio Grande do Sul, onde a extração dos geodos é feita com o auxílio de galerias que alcançam as zonas mineralizadas no interior do maciço.
Estas gemas são exportadas principalmente para os Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Itália, Suica, Canadá e Tailândia, Coréia, Austrália, Índia e Espanha, onde são utilizadas no fabrico de jóias ou como parte de coleções institucionais ou particulares.
Além dos depósitos de gemas, as litologias da Formação Serra Geral constituem-se em excelente fonte de material para a industria da construção civil. Dentre os produtos extraídos destacam-se, as pedras para alicerce, meio fio, paralelepípedos, brita, saibro e placas para uso como pedra ornamental. O uso deste produto vai desde a cobertura com paralelepípedos das ruas de cidades até a construção de casas e igrejas de pedra, de grande porte, uma das características arquitetônicas das cidades gaúchas da Região da Serra.
O magmatismo Serra Geral tem sido apontado como objeto de importantes investigações para suas potencialidades de mineralizações de Ni-Cu e EGP (elementos do grupo da platina), devido ao fato de que províncias de
basaltos continentais (CFB) muito semelhantes a esta conterem algumas das maiores mineralização conhecidas destes elementos, como são os depósitos de Muscox no Ártico Canadense, Crystal Lake no centro norte dos EUA e, especialmente, os complexos de Jinchuan na China e de Noril’sk-Talnakh na Plataforma Siberiana,
este último correspondendo aos maiores depósitos de Ni-Cu e EGP do
mundo.
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