ITAIMBEZINHO E FORTALEZA - Excursão virtual aos Aparados da Serra - RS
 
2.3.2. Fácies Gramado
 

Esta fácies tem sua área tipo ao longo da escarpa sul da Serra Geral, e refere-se a um conjunto de derrames com espessura máxima em torno de 300 metros que representam as primeiras manifestações vulcânicas sobre os sedimentos arenosos do então deserto Botucatu

Frente de derrame desenvolvendo estruturas de fluxo em basaltos, definida pelo vergamento das disjunções colunares.

Fotomicrografia de uma amostra da fácies gramado, onde identifica-se o par de clinopiroxênios augita-pigeonita, característico dos basaltos baixo titânio.

Conjunto de três derrames de pequena espessura (<1 m), onde o topo pode ser identificado por uma seqüência de vesículas mili a centimétricas distribuídas em horizonte alinhados em relação ao topo, e a presença de vesículas do tipo pipe posicionadas na base, servindo como indicadores geopetais para identificação de direções de fluxo.

Estes primeiros eventos eruptivos possuem pequena expressão lateral, por estarem confinados a paleovales e a espaços interdúnicos existentes. Após o encerramento do aporte de areias do Botucatu, inicia-se um período francamente vulcânico, onde o relevo está condicionado ao arranjo formado pela coalescência entre derrames, que encerraram o preenchimento da bacia.

 As rochas que compõem esta fácies são derrames de basaltos maciços com espessuras entre 15 a 35 metros, freqüentes texturas de fluxo, zonas vesiculares bem desenvolvidas no topo (foto) e incipientes na base, e uma porção central formada por rocha granular homogênea, com disjunção colunar bem
desenvolvida, textura microfanerítica, compacta e de coloração cinza-escuro a cinza-esverdeado.

São comuns as zonas vesiculares pouco desenvolvidas na base e espessas de topo, preenchidas especialmente por zeólitas, carbonatos e apofilitas. 
 

No roteiro descrito, foram destacados os pontos de número 02 e 19 com afloramentos de rochas desta fácies.