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| ITAIMBEZINHO E FORTALEZA - Excursão virtual aos Aparados da Serra - RS | |||||||||
| 2.3. Formação Serra Geral | |||||||||
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A
designação de Formação Serra Geral (White,
1906), refere-se à província
magmática relacionada aos derrames e intrusivas que recobrem 1,2x106
km2 da Bacia do Paraná, (Melfi et
al., 1988), abrangendo toda a região centro-sul do Brasil e
estendendo-se ao longo das fronteiras do Paraguai, Uruguai e Argentina.
Esta unidade está constituída dominantemente por basaltos e
basalto-andesitos de filiação toleiítica, os quais contrastam com
riolitos e riodacitos aflorantes na região dos Aparados da Serra, um dos
enfoques desta excursão, e que caracterizam uma associação litológica
bimodal (basalto - riolito). O sistema de
derrames em platô é alimentado através de uma
intensa atividade intrusiva, normalmente representada por diques (afloramento
02) e sills (afloramento
01) que acompanham, grosseiramente, as principais
descontinuidades estruturais da bacia. Esta estruturação tectônica esta
diretamente conectada à junção tríplice gerada pela ação do hot
spot de Tristão da Cunha, o qual estabelece um sistema do tipo rift-rift-rift
(Morgans, 1971 e Rezende,
1972). Este sistema de fraturamentos,
complementares ao rift Atlântico, é o responsável pela abertura, fragmentação e
espalhamento dos “fragmentos” gondwanicos e separação das bacias do
Paraná e Etendeka.
As variações composicionais, os dados geocronológicos,
as características texturais e o arranjo entre derrames e intrusivas da
bacia, possibilitaram a divisão deste magmatismo Serra Geral em oito fácies
distintas, cinco relacionadas ao magmatismo máfico (fácies Gramado,
Paranapanema, Pitanga, Esmeralda, Campo Erê e Lomba Grande) e quatro ao
magmatismo intermediário a félsico (fácies Palmas, Chapecó, Várzea do
Cedro e Alegrete). Deste conjunto, abordaremos as fácies Lomba
Grande, Gramado, Palmas
e Várzea do Cedro e a
sedimentação
relacionada ao Serra Geral. |
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